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Marechal Empresas interessadas

Donos da sede da antiga Faville fazem novo pedido na Justiça

(Foto: Divulgação)

Quem passa às margens da BR-163, no perímetro de Marechal Cândido Rondon, já se habituou com as instalações da antiga Faville ainda sem novos inquilinos. Desde agosto de 2019, a unidade rondonense foi comprada em leilão por R$ 5,5 milhões, no entanto, ainda não está sendo utilizada.

O grupo de empresários que adquiriu a principal estrutura da antiga indústria de biscoitos se uniu e formou a Conversão Investimentos, cujo administrador conversou com a reportagem de O Presente sobre os últimos acontecimentos que envolvem a planta industrial. “Compramos o imóvel da Faville e outra empresa adquiriu os equipamentos. Hoje temos na Justiça um pedido de retirada do maquinário, porque desde que foi feito o leilão a empresa ainda não retirou os equipamentos”, relata o administrador, que prefere não ser identificado.

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Segundo ele, a empresa paulista já sofreu multas em decorrência do atraso da retirada dos equipamentos, e mesmo assim os mantém lá. “Entraremos com mais uma petição a fim de promover uma reunião com o Ministério Público (MP) e assim encontrar uma maneira de agilizar a retirada. Enquanto eles não saírem de lá, nós não podemos fazer nada, fica inviabilizado”, lamenta o rondonense.

 

IDAS E VINDAS

O representante da Conversão Investimentos relembra que outras duas empresas anteriormente interessadas no local desistiram das negociações devido a esse empecilho. “Com os equipamentos ainda no interior do espaço, elas consideram a demora da retirada, mais uma fase de adaptação posterior e com o longo prazo que isso gera acabam desistindo de Marechal Rondon”, pontua.

Ele comenta que outras empresas demonstraram interesse nas instalações. “Uma delas é uma distribuidora de produtos importados de grande porte e a outra uma indústria de alimentos. As duas se instalariam ao mesmo tempo: uma usaria do CT, que serve como depósito, e a outra usaria a antiga planta. Nós adquirimos dois prédios e elas ocupariam ambos os imóveis”, revela.

 

GERAÇÃO DE EMPREGOS

O município, destaca o administrador, é quem sai perdendo. “Nós perdemos uma grande geradora de empregos anos atrás. Agora, somando as duas empresas, teríamos cerca de 100 empregos diretos. Estamos falando em geração de empregos, geração de renda e impostos para arrecadação municipal, mas se demorarmos essas empresas desistem daqui e vão para outra cidade”, menciona.

“São estabelecimentos que, em especial, precisam urgente de espaço, de uma nova planta. Não podem esperar mais meio ano para saber se podem vir para cá, porque estamos chegando ao fim do ano e é preciso fazer o planejamento para 2021 e ajustes nos orçamentos”, ressalta.

 

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS

De acordo com o administrador, na “disputa” pelas empresas, Marechal Rondon e o espaço da antiga Faville possuem pontos favoráveis. “A construção serviria bem pelo seu tamanho, porque são empresas de grande porte. A localização, visto que o espaço fica às margens da BR-163, é outro lado positivo, inclusive porque a marginal facilita muito a entrada e a saída de caminhões, principalmente esses carregados com produtos importados, os contêineres. Já há um local com balança para pesagem, toda uma estrutura pronta, é só pintar o nome da empresa e trabalhar”, expõe.

“É uma pena um imóvel daquela qualidade deixando de gerar renda para todos, porque uma das partes não cumpre com o tratado”, lamenta.

Os nomes das corporações com interesse nas instalações seguem sob sigilo, haja vista que são empresas de outros municípios, mas com plantas já construídas na região.

 

A EMPRESA

Segundo o rondonense, não há estimativas sobre quando a reunião com o MP deve ocorrer, apenas sabe-se via conversas iniciais que a retirada dos equipamentos levaria cerca de 30 dias.

As conversas entre os advogados do grupo rondonense e da empresa paulista acontecem desde março, com uma promessa inicial de retirada em maio, o que não se concretizou. “Chegamos em dezembro com os equipamentos ainda ali. É uma linha de produção muito grande, é preciso retirar e levar para outro abrigo”, conta.

Segundo informações, a empresa paulista compradora dos equipamentos já teria vendido a linha de produção para terceiros e estes, não querendo arcar com as multas sofridas, se recusam a retirá-los do espaço.

Grupo rondonense que adquiriu as estruturas da antiga Faville, Conversão Investimentos, não consegue abrigar novas empresas devido à linha de produção que segue no local, sob responsabilidade de outro comprador (Foto: Divulgação)

 

FAVILLE

A falência da Indústria de Biscoitos Faville foi decretada no final de 2013, três anos após o pedido de recuperação judicial. O responsável pelo agrupamento industrial na época, Grupo Zadville, possuía dívidas na casa dos R$ 150 milhões.

Apenas em Marechal Rondon, sem contar a unidade fabril de Goioerê, a indústria empregava cerca de 500 colaboradores e se colocava em 4º lugar na geração de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

 

O Presente

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