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Marechal Trânsito

Imprudência é a principal causa de acidentes em Marechal Rondon; veja o point de registros

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Cruzamento entre as avenidas Maripá e Rio Grande do Sul, a Rotatória da Bandeira, é indicado como “point” de acidentes de trânsito do Corpo de Bombeiros (Foto: Bruno de Souza/OP)

Na contramão das campanhas de conscientização sobre mortos e feridos no trânsito realizadas durante o Maio Amarelo, o número de acidentes atendidos pela Polícia Militar (PM) neste primeiro quadrimestre apresentou tendência de alta para 2022 em Marechal Cândido Rondon.

Ao todo, a polícia atendeu no município 89 acidentes de janeiro a abril. “Considerando a média por mês do ano anterior, há tendência de um pequeno aumento no número geral de acidentes neste ano, mas isso pode não acontecer se tivermos um melhor comportamento das pessoas no trânsito”, declara o comandante da 2ª Companhia da Polícia Militar (PM), capitão Daniel Zambon.

 

Principais causas

Os acidentes podem ter ligação com o condutor, o veículo ou a via. “Mais de 90% dos casos têm relação com o comportamento do condutor e estão ligados à imperícia, à imprudência ou à negligência. A mudança para um comportamento melhor no trânsito, compreendendo que nossas falhas podem custar a vida ou a saúde nossa ou de terceiros, pode fazer a diferença. A pressa, ou seja, excesso de velocidade e desatenção são os maiores causadores de acidentes”, destaca Zambon.

Comandante da 2ª Cia da PM, capitão Daniel Zambon: “A melhoria no trânsito depende muito da conduta das pessoas, visto que quase a totalidade dos acidentes ocorre por falha humana. Portanto, educação e atitudes responsáveis no trânsito são o melhor caminho” (Foto: Bruno de Souza/OP)

 

Centro acumula mais acidentes

De acordo com o capitão, a área central de Marechal Rondon é a que acumula maior número de acidentes, especialmente em horários de pico e em vias mais movimentadas. “Normalmente ocorrem em cruzamentos, por excesso de velocidade ou desatenção das partes envolvidas. Acidentes envolvendo bicicletas tiveram redução, mas chama atenção o aumento de acidentes com vítimas envolvendo motocicletas. Os acidentes envolvendo motocicletas sempre foram e seguem sendo a maioria na cidade”, frisa o comandante.

 

Emissão de multas diminui

Comparando com dados de janeiro a abril, em 2022 a PM emitiu 36% menos multas do que no ano passado, isto é, o número passou de 463 em 2021 para 292 neste primeiro quadrimestre. Nos primeiros quatro meses de 2020, por sua vez, foram emitidas 356 multas, número menor que 2021 e 17% maior do que no primeiro quadrimestre de 2022.

“As infrações mais cometidas foram relacionadas com documentos, sendo a falta de documentação do veículo em primeiro e a falta de CNH do motorista em segundo”, detalha o capitão.

(Arte: O Presente)

 

Maio Amarelo

Durante todo o mês de maio várias campanhas e blitze mobilizaram a comunidade rondonense em prol de um trânsito mais seguro. Neste ano, o Maio Amarelo tem como tema “Juntos salvamos vidas” e apresenta uma proposta de união de forças para o bem comum nas vias. “Essa é uma campanha importante, que traz reflexão sobre os prejuízos que o trânsito pode causar se não tratado com maturidade e responsabilidade. A melhoria no trânsito depende muito da conduta das pessoas, visto que quase a totalidade dos acidentes ocorre por falha humana. Portanto, educação e atitudes responsáveis no trânsito são o melhor caminho. Precisamos ser cordiais, menos egoístas e mais responsáveis ao sair nas ruas, seja a pé ou com qualquer tipo de veículo. A vida e a integridade física de todos têm que ser prioridade”, enaltece Zambon.

Segundo o comandante da PM rondonense, a saúde do trânsito é fruto de diversas variáveis, mas o comportamento dos envolvidos se destaca. “Aumento da frota de veículos no município, inserção de veículos elétricos no mercado, investimentos constantes nas vias públicas, momento econômico, uso de smartphones de forma descontrolada e outros aspectos influenciam. Sobretudo, o trânsito é um reflexo do comportamento das pessoas e precisa ser levado a sério por todos, devido aos riscos que pode trazer à vida. O desafio tanto do cidadão quanto do Poder Público é acompanhar estas mudanças sociais, adaptando-se e buscando soluções criativas para as mudanças. Marechal Rondon segue acompanhando esse ritmo de desenvolvimento e desafios”, considera.

 

 

Corpo de Bombeiros registra 63% menos acidentes em 2022 do que 2019

Dados são referentes ao primeiro quadrimestre de cada ano. Apesar da queda, índice de ocorrências no trânsito segue sendo motivado pela desatenção e negligência

Segundo informações do Corpo de Bombeiros rondonense, foram atendidos 100 acidentes de trânsito no primeiro quadrimestre de 2022, sendo 59 colisões, 25 quedas de veículos e 26 ocorrências de outro tipo. O número é 31% menor do que os acidentes atendidos pelo órgão no mesmo período de 2021 (152) e 63% menor do que 2019 (178).

“Houve uma diminuição de cerca de 31% neste ano em relação à média dos anos anteriores. No entanto, vale ressaltar que os anos anteriores foram de pandemia e a comparação é prejudicada, porque a maior parte dos acidentes está relacionada a comportamento e ele foi diferente nestes dois últimos anos. Com relação a 2019, sem Covid-19, a diminuição no número de ocorrências aumenta ainda mais: 63%. É uma redução grande”, menciona o comandante do Corpo de Bombeiros de Marechal Rondon, capitão Guilherme Rodrigues de Lima.

 

Colisões lideram ranking

Lima pontua que as colisões seguem sendo o principal tipo de acidente. “Geralmente, as traseiras e laterais são em maior quantidade e as frontais têm maior gravidade. Nenhum tipo de acidente ‘despontou’ e a proporção entre as ocorrências se mantém”, expõe.

O cruzamento das avenidas Rio Grande do Sul e Maripá é o que demanda mais atendimentos do Corpo de Bombeiros devido ao maior fluxo de veículos que acabam se cruzando neste ponto, salienta o comandante.

 

Vítimas do descuido

Consequentemente, o número de vítimas de acidentes de trânsito atendidas pelos bombeiros em Marechal Rondon também diminuiu, passando de 178 em 2019 para 113 no 1º quadrimestre de 2022: uma redução de 36%. “A maior parte, 69%, são acidentes com vítimas com ferimentos leves, o que indica que a maior parte dos acidentes acontece por falta de atenção, descuido e distrações”, indica.

Entre as vítimas do 1º quadrimestre de 2022, 78 tiveram ferimentos leves, 18 tiveram ferimentos moderados, seis tiveram ferimentos graves, três faleceram e oito saíram ilesas, enumera Lima. “Normalmente, o Corpo de Bombeiros não atende acidentes com vítimas ilesas, mas algumas ocorrências passam pela triagem e suspeita-se que foi grave, o que é descartado quando a equipe chega ao local. Também pode se estranhar a quantidade de óbitos, sendo que recentemente tivemos uma ocorrência com um número maior de óbitos. As estatísticas do Corpo de Bombeiros contabilizam os óbitos constatados in loco, então não entra casos em que a vítima morre no hospital ou quando o atendimento é feito pelo Samu”, explica.

(Arte: O Presente)

 

Falha humana

O comandante do Corpo de Bombeiros diz que a maioria dos acidentes acontece por desatenção ou negligência, o que contribui aos muitos atendimentos com gravidade leve. “Por outro lado, o álcool e a imprudência estão relacionados à gravidade das vítimas. Não é uma regra, mas uma correlação estatística”, analisa.

Ele reforça que acidentes sem vítimas e outras ocorrências de menor gravidade por vezes não são atendidos pelo Corpo de Bombeiros, ou seja, o número real de acidentes de trânsito é maior que o das estatísticas. “Poucos acidentes têm causas mecânicas ou acontecem devido a condições climáticas ou das vias. É preciso que as pessoas tenham em mente que os acidentes são causados por ações humanas e comportamentos. Então, o respeito à sinalização de trânsito, utilização de cinto de segurança, não utilizar celular ao dirigir, não beber e manter distância de outros veículos são exemplos de ações que, se forem incorporadas ao modo de dirigir, diminuem o número de ocorrências, de vítimas e a gravidade das lesões apresentadas”, orienta.

Comandante do Corpo de Bombeiros de Marechal Rondon, capitão Guilherme Rodrigues de Lima: “Poucos acidentes têm causas mecânicas ou acontecem devido a condições climáticas ou das vias. É preciso que as pessoas tenham em mente que os acidentes são causados por ações humanas e comportamentos” (Foto: Bruno de Souza/OP)

 

O Presente

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