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Marechal Água "tranquila"

“Principal risco do Lago Municipal é a falta de visibilidade”, alerta tenente do Corpo de Bombeiros

1º tenente do Corpo de Bombeiros, Lucas Schlogl, alerta para o perigo que a lama acumulada no fundo pode representar a quem entra nas águas do Lago Municipal: “O ideal é não entrar” (Foto: Sandro Mesquita/OP)

A fatalidade ocorrida no fim da tarde do último domingo (26), no Parque Ecológico Rodolfo Rieger, conhecido popularmente por Lago Municipal de Marechal Cândido Rondon, chamou a atenção para os perigos que águas aparentemente tranquilas podem representar.

Na ocasião, dois afogamentos foram registrados e atendidos pelo Corpo de Bombeiros. A primeira vítima foi um adolescente de 14 anos que entrou na água para pegar uma bola. O rondonense foi resgatado com vida, levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e recebeu alta hospitalar na manhã de ontem (27).

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Já Alessandro Camargo Ribas, que entrou na água para salvar o adolescente, não teve a mesma sorte e morreu afogado. Seu corpo será sepultado hoje (28), em Ponta Grossa.

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De acordo com o 1º tenente do Corpo de Bombeiros de Marechal Rondon, Lucas Gabriel Schlogl, assim que a ambulância do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) chegou no local foram iniciadas buscas superficiais sem auxílio de equipamento de mergulho. “As primeiras buscas foram realizadas por meio de uma técnica chamada ‘canivete”, que são investidas ao fundo do lago para fazer a procura”, explica.

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Segundo Schlogl, minutos depois o caminhão do grupamento chegou no Lago Municipal e a busca submersa teve início com a ajuda de equipamentos de mergulho. A procura se intensificou com a chegada de mais equipamentos subaquáticos trazidos do município de Guaíra. “Conseguimos fazer uma busca mais estendida e acabamos encontrando o corpo da vítima a cerca de 20 metros do local apontado pelas testemunhas”, comenta.

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Riscos

Apesar das inúmeras placas alertando que é proibido entrar no lago, frequentadores relataram ao O Presente que é comum ver pessoas entrando na água para recuperar objetos.

Conforme o 1º tenente do Corpo de Bombeiros, água turva do Lago Municipal esconde perigos, inclusive para quem sabe nadar. “O principal risco é a falta de visibilidade. A pessoa que entra não sabe qual é a profundidade”, pontua.

Ainda segundo Schlogl, a profundidade do Lago Municipal é de cinco a seis metros, mas devido à seca, o ponto mais profundo chega a quatro metros. “As buscas aconteceram num local com cerca de três metros de profundidade e com a visibilidade bastante prejudicada”, detalha.

O Corpo de Bombeiros orienta os frequentadores do parque para em hipótese alguma entrar na água por qualquer que seja o motivo. “O ideal é não entrar e esperar até que a bola seja empurrada pela água até a margem”, orienta.

Um dos riscos encontrados em açudes e lagos, de acordo com o bombeiro, é a lama, que, em alguns casos, pode chegar a cerca de 50 centímetros. No entanto, segundo ele, provavelmente a lama não contribuiu no afogamento de Alessandro. “A princípio isso não aconteceu porque, conforme os relatos de testemunhas, assim que ele afundou não retornou à superfície. E mesmo que a lama atrapalhe bastante, se a pessoa tem alguma prática e sabe nadar, ela voltaria porque a profundidade não é tão grande”, observa.

De acordo com Schlogl, outro fato que descarta a possibilidade do terreno lamacento ter prejudicado a vítima é o fato do corpo ter sido encontrado em posição horizontal no fundo do Lago.

 

Curiosos

O Lago Municipal costuma atrair um grande número de pessoas nos fins de semana, principalmente em dias quentes como no último domingo.

Segundo o 1º tenente do Corpo de Bombeiros, além das pessoas que frequentavam o local no momento do ocorrido, a movimentação atraiu um grande público.

Ele diz que os curiosos que se aglomeraram para acompanhar o salvamento dificultaram o trabalho dos resgatistas. “A gente isolou o local, mas, mesmo assim, o pessoal fazia a volta para se aproximar. Inclusive tinha gente com cadeira em volta e tivemos que pedir auxílio da Polícia Militar para conseguir terminar o resgate”, salienta.

 

Equipamentos utilizados pelo Corpo de Bombeiros para resgatar vítima fatal de afogamento no Lago Municipal (Foto: Sandro Mesquita/OP)

 

1º tenente do Corpo de Bombeiros, Lucas Schlogl, alerta para o perigo que a lama acumulada no fundo pode representar a quem entra nas águas do Lago Municipal: “O ideal é não entrar” (Foto: Sandro Mesquita/OP)

 

Profundidade do Lago Municipal é de cinco a seis metros, mas devido à seca, o ponto mais profundo chega a quatro metros (Foto: Sandro Mesquita/OP)

 

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