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Reaparecimento do crack em Marechal Rondon preocupa setor policial

(Foto: Divulgação)

O crack é uma das drogas ilícitas mais devastadoras encontradas no Brasil e embora já tenha sido bastante comum entre os usuários de drogas em Marechal Cândido Rondon, o consumo desse tipo de entorpecente havia diminuído ao longo dos últimos anos no município.

No entanto, o comandante da 2ª Companhia da Polícia Militar (PM), tenente Daniel Zambon, afirma que recentes apreensões da droga acenderam o sinal de alerta da PM. “Observamos com preocupação o retorno do crack, uma droga extremamente viciante e que causa uma debilitação muito grande na pessoa”, destaca.

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O crack causa um impacto destrutivo no convívio familiar em virtude dos transtornos comportamentais que a droga produz no indivíduo. Segundo Zambon, a dependência do crack é tão forte que a pessoa não consegue se manter trabalhando e acaba cometendo pequenos furtos para sustentar o vício, inclusive dentro da própria casa. “Muitas vezes, estes usuários roubam objetos dos familiares e até ameaçam a própria família a fim de obter dinheiro para sustentar o vício”, comenta.

Comandante da 2ª Companhia da Polícia Militar de Marechal Cândido Rondon, Daniel Zambon: “O crack é uma droga barata e altamente nociva ao corpo humano e uma das drogas que mais causam transtornos na sociedade” (Foto: Sandro Mesquita/OP)

 

Da cocaína para o crack

A cocaína é uma droga geralmente usada por pessoas que possuem um poder aquisitivo maior, devido ao seu alto valor e por ser uma droga menos agressiva do que o crack. Possibilita ao dependente químico manter uma vida social ativa, sem levantar suspeita entre as pessoas ao seu redor.

De acordo com o delegado da Polícia Civil, Rodrigo Baptista dos Santos, apesar de não haver grandes apreensões na região, observa-se um consumo de cocaína em Marechal Rondon superior ao existente em outros municípios da região. “Até mesmo por ser uma droga mais cara e em geral a população ter uma condição financeira melhor”, comenta.

Entretanto, as recentes apreensões de crack realizadas pela PM demonstram que a droga voltou a circular com “mais força” na região e pode estar relacionada à queda do poder aquisitivo das pessoas por conta da crise provocada pela pandeia do coronavírus.

Pessoas que antes consumiam cocaína podem estar migrando para o consumo de crack devido aos efeitos semelhantes e, principalmente, em virtude do menor valor.

De acordo com o comandante da 2ª Companhia da PM, não é possível afirmar que a diminuição de renda está associada ao reaparecimento do crack na região. “Embora não seja o único fator, sabemos que o uso de drogas, inclusive o álcool, está diretamente ligado à desestruturação familiar, à falta de convívio religioso e à falta de educação”, opina.

Delegado da Polícia Civil, Rodrigo Baptista dos Santos: “Consumo de cocaína em Marechal Rondon é superior a outros municípios da região” (Foto: Sandro Mesquita/OP)

 

Corredor do tráfico

O Paraguai é um dos principais produtores de maconha do mundo e parte da produção entra no Brasil pelos municípios que fazem fronteira com o país vizinho.

A região Oeste do Paraná está na rota dos traficantes que utilizam as rodovias como corredor para escoar a maconha produzida no Paraguai e outras drogas como a cocaína, provenientes de países como Bolívia e Peru.

Marechal Rondon faz parte do roteiro dos narcotraficantes. Prova disso são as inúmeras apreensões de entorpecentes ocorridas no município, especialmente de maconha, realizadas pela Polícia Militar, principalmente pelo Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron). “As atividades de repressão policial são intensas e observamos um número cada vez maior de apreensão de drogas na região”, afirma Zambon.

 

Conscientização

Para o comandante da PM, é preciso despertar nas pessoas a percepção dos malefícios que as drogas causam. “Todas as drogas são perigosas e causam algum tipo de debilitação no corpo humano, inclusive as drogas lícitas, como o álcool, algo tão comum e que causa tantos transtornos de saúde e acidentes de trânsito”, destaca.

Segundo o tenente, a educação pode ser o caminho para reduzir o número de dependentes e, consequentemente, o tráfico. “No momento que conseguirmos conscientizar as pessoas dos males que as drogas causam teremos uma redução natural do tráfico”, acredita.

De acordo com ele, o comportamento social é primordial para diminuir a incidência de usuários e dos crimes alimentados pelo consumo de entorpecentes. “Um trabalho melhor na questão da educação e uma mudança na legislação em relação ao combate ao tráfico, talvez, somem esforços com a atuação policial”, ressalta.

 

Crimes relacionados ao consumo de drogas

Conforme o delegado da Polícia Civil de Marechal Rondon, há uma série de crimes relacionados ao consumo de drogas, entretanto, o furto e a receptação de produtos furtados são as duas modalidades frequentemente atreladas ao tráfico ou ao consumo de entorpecentes.

Baptista diz que grande parte dos furtos acontecem por meio de arrombamentos em residências e no comércio em geral. “Nesses crimes são furtados produtos que podem ser trocados por drogas”, pontua.

Segundo o delegado, parte dos objetos furtados durante os arrombamentos são levados pelos delinquentes direto ao traficante, que, além de cometer o crime de tráfico de drogas, pratica também a receptação de objeto roubado. “Geralmente, ou a pessoa não trocou ainda ou ela recebeu aquilo em troca de drogas”, expõe.

Outra maneira que os arrombadores encontram para passar adiante o produto do crime, para alimentar o próprio vício, é por intermédio de receptadores que compram os objetos e os revendem de forma clandestina, abaixo do preço de mercado.

Objetos furtados por usuários e trocados por drogas em ponto de tráfico (Foto: Divulgação)

 

Marechal Rondon faz parte do roteiro dos narcotraficantes. Prova disso são as inúmeras apreensões de entorpecentes ocorridas no município (Foto: Divulgação)

 

Consumo de crack

Considerado um subproduto da pasta-base da cocaína, o crack surgiu no Brasil no final da década de 1980 nas grandes metrópoles e geralmente era consumido por pessoas de pouco poder aquisitivo, devido ao baixo valor de comercialização em comparação a outras drogas como a cocaína. Mas, com o passar dos anos, o crack se espalhou por todo o país e chegou na casa de famílias da classe média e alta. Acredita-se que 90% dos municípios brasileiros apresentem problemas relacionados ao consumo de crack.

 

Consequências aos usuários

Legalmente, o ato de consumir drogas por si só não configura crime. O que a lei pune são as condutas de guardar, adquirir, portar, transportar, plantar, semear, para o consumo pessoal, conforme o artigo 28 da lei 11.343 de 2006.

Atualmente, o porte para uso de drogas para consumo pessoal é tido com menor potencial ofensivo, no qual será instaurado processo criminal de competência do juizado especial criminal, porém não há penas privativas de liberdade.

O artigo traz em seu preceito secundário as penas de advertência sobre os efeitos das drogas, prestação de serviços à comunidade, medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo, que poderão ser aplicadas isoladamente ou cumulativamente, bem como ser substituídas a qualquer tempo.

 

Pena por tráfico de drogas

A pena por tráfico de drogas varia entre cinco e 15 anos de detenção. A sentença é estabelecida pela autoridade judicial de acordo com o tipo de droga, quantidade e circunstância, seguindo os fatos concretos do indiciamento realizado pela Polícia Civil.

 

Disque Denúncia 181

As denúncias relacionadas ao tráfico de drogas, assim como para outros crimes, podem ser feitas por telefone no Disque Denúncia 181 da Secretaria do Estado de Segurança Pública do Paraná, ou via internet – www.181.pr.gov.br.

As denúncias devem possuir dados que facilitem a atuação da polícia, tais como: nome ou apelido do autor do crime, local e horário onde ocorre o crime, características tanto das pessoas envolvidas, como do local do crime e todas as informações que julgar importantes para a resolução do problema.

Ao ligar para o 181, a denúncia é registrada e encaminhada aos órgãos responsáveis pela resolução e melhor tratamento dos fatos denunciados e a identidade do denunciante é mantida em sigilo.

Se o denunciante estiver visualizando algum crime no momento em que este ocorre, deve ligar primeiramente para o número de emergência 190, para que uma viatura policial seja encaminhada para o local para dar atendimento à ocorrência.

 

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