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Entre Rios do Oeste poderá “zerar” conta de energia com o uso do biogás

Ao todo, 137 iniciativas foram inscritas e a Web Rádio Água aproveita para destacar algumas das selecionadas (Foto: Marcos Labanca)

O município de Entre Rios do Oeste conta com uma população de 4,2 mil habitantes, enquanto que o plantel de suínos ultrapassa a casa de 245 mil, além de 390 mil aves, conforme dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). O resultado disso é uma grande geração de dejetos animais e um passivo ambiental preocupante.

Aos poucos, essa situação está sendo minimizada com a transformação desses dejetos na produção de energia elétrica por meio do biogás. Com isso, em breve o município poderá ser um dos primeiros do Brasil a “zerar” as contas de energia os órgãos municipais e da iluminação pública por meio do biogás local.

Casa do eletricista TRATAM. E ACESS.

Inicialmente, 17 propriedades serão responsáveis pela produção de biogás, interligadas por meio de um gasoduto com cerca de 22 quilômetros de extensão. O investimento de R$ 17 milhões é fruto de recursos de P&D aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O projeto envolve o o Parque Tecnológico Itaipu (PTI), a Prefeitura de Entre Rios do Oeste e o Centro Internacional de Energias Renováveis – Biogás (CIBiogás), financiado pela Copel. Rejane Vogt Anderle, assessora pedagógica e gestora de Educação Ambiental pela Rede de Educação Ambiental da Itaipu, cita alguns dos benefícios:

“Apesar de cada produtor estar em dia e ter licenciamento do IAP (Instituto Ambiental do Paraná), que especifica onde irá descartar os dejetos produzidos, a situação era bem preocupante, se tornando uma questão pública, e não apenas uma questão do produtor particular. Além dos passivos ambientais e o mau cheiro. No início muitas pessoas duvidavam da eficácia desse projeto, porém com o passar do tempo esses produtores começaram a dar depoimentos sobre os benefícios financeiros e ambientais que isso trazia. Inclusive, um deles usava essa energia para tocar uma cerâmica que era dele. Então parte do que ele gastava de energia ele utilizava a energia dos biodigestores”, comenta.

Além dos benefícios ambientais, o projeto pode proporcionar uma renda extra aos produtores, que poderão comercializar o biofertilizante resultante do processo.

 

Com Parque Tecnológico do Iguaçu 

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