Copagril
Municípios Medidas judiciais

Publicação de professor da Unioeste sobre policiais gera polêmica

A publicação feita no final de 2018 foi apagada da mídia social (Foto: Facebook)
  • (Foto: Facebook)

  • (Foto: Facebook)

 

Uma publicação feita no Facebook por um professor da Unioeste está gerando grande repercussão em Cascavel. Ele compartilhou uma imagem que diz “ser policial é mais que assassinar pobre é coletar propina, cheirar pó e agredir manifestante”.

A publicação feita no final de 2018 foi apagada da mídia social. O autor é doutor na área de humanas, servidor da instituição desde 2000 com remuneração bruta de cerca de R$ 19 mil mensais.

Casa do Eletricista PISCINAS

A Associação dos Oficiais Policiais e Bombeiros Militares do Estado do Paraná afirma que irá tomar medidas jurídicas. Uma reunião foi realizada entre os conselheiros e a instituição decidiu não emitir nota, nem falar a respeito.

Entre os policiais também há mobilização para medidas judiciais. O capitão da Polícia Militar, Diego Astori, afirma que devem ser abertos processos com pedido de indenização e também é avaliada a possibilidade de ação criminal.

“Ele ofendeu a classe como um todo, generalizou e foi preconceituoso. Ele é um doutor, professor concursado, funcionário público como nós e não sei porque ele fez este tipo de postagem. Nos preocupa especialmente porque ele deveria ser um educador, na posição que ele está não poderia agir desta forma”, declarou Astori.

Outras dezenas de publicações onde o mesmo professor faz críticas à Polícia Militar foram encontradas no perfil, nos últimos anos.

 

Outro lado

O advogado do professor, Antonyo Leal Junior, entende que a ação ocorreu dentro da liberdade de expressão. “Ele compartilhou uma publicação de outra página assim como outras mais de 300 pessoas compartilharam, não citou nenhum policial específico e não fez com intenção de ferir a honra de ninguém. Ele sempre se manifesta de forma crítica e acreditamos que esta repercussão também está ligada ao atual cenário político”, mencionou.

Segundo o advogado, foram feitas várias ameaças tanto na publicação como pelo WhatsApp do professor, que está de férias na Europa. Ele está registrando as publicações que são difamatórias e caluniosas e pretende denunciar o próprio Facebook e também registrar os casos junto à Polícia Civil.

 

Com CGN

TOPO