Política Dobradinha do PSD

Em busca de renovação, oposição em Maripá lança nomes à majoritária

Presidente do PSD de Maripá, Carlos Busanello Ritter, pré-candidato a prefeito, vereador Jânio Quirino Alves (PSD), e o pré-candidato a vice-prefeito, agricultor Milton Cividini (PSD), em visita ao Jornal O Presente (Foto: Maria Cristina Kunzler/OP)

Tendo como principal premissa a renovação, o grupo de oposição em Maripá oficializou os nomes que devem ser levados para as convenções partidárias como pré-candidatos a prefeito e a vice-prefeito. Para encabeçar a majoritária houve a escolha do vereador Jânio Quirino Alves, sendo que para completar a dobradinha a decisão foi pelo agricultor Milton Cividini. Ambos são do PSD.

Em visita ao Jornal O Presente, na sexta-feira (10), acompanhados do presidente da agremiação, Carlos Busanello Ritter, os pré-candidatos enalteceram a construção do trabalho que levou à escolha dos nomes para futuramente compor a chapa. Jânio está na primeira legislatura como vereador, sendo que foi o candidato mais votado na eleição de 2016, época em que ainda estava no MDB. O parlamentar aproveitou a janela partidária, neste ano, para trocar de filiação. Ele foi secretário de Obras na gestão da ex-prefeita Jacira Quirino Alves.

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Cividini, por sua vez, era do antigo PPS (hoje Cidadania) e chegou a integrar o grupo de situação, migrando posteriormente para a oposição. Agricultor e avicultor, é atuante na comunidade e membro de diversas entidades.

 

CONSTRUÇÃO DAS PRÉ-CANDIDATURAS

Jânio explica que a construção da futura majoritária se desenhou ao longo dos últimos três anos e meio, desde a eleição de 2016.

“Ficamos afastados da política quando o prefeito atual (Anderson Bento Maria) assumiu sua primeira gestão (em 2013). Na segunda gestão entramos como candidato a vereador. Já temos histórico na Secretaria de Obras, na qual sempre fomos muito bem avaliados perante os agricultores, a sociedade, atendendo bem os anseios das pessoas que nos procuravam na época. Este trabalho realizado nos deu uma bagagem para nos lançarmos em 2016 e ser o vereador mais votado de Maripá”, relembra.

Filiado ao MDB, o resultado da votação fez que houvesse uma aproximação do PSD. “Fui procurado por lideranças do PSD, inclusive do governador, para que realmente pudesse formalizar esse partido. Fizemos isso com a ajuda do nosso presidente atual, Carlinhos Ritter, o qual atendeu esse pedido e organizamos da forma como está hoje. Posso dizer com toda certeza que conseguimos alavancar isso, trazer mais um vereador que pertence ao PSD, e fizemos essa construção devidamente nos três anos e meio”, informa.

 

ATUAÇÃO PELA RENOVAÇÃO

Jânio avalia que a legislatura foi marcada pela construção de bons projetos em parceria com a administração municipal, atendendo aos anseios da comunidade de Maripá. “Tivemos uma atuação visando atender os agricultores, o empresário, o funcionalismo público, que é muito importante, pois é a bagagem que faz com que a administração vai bem. Não adianta ter bons secretários e o funcionalismo ser desvalorizado. Com esse argumento formalizamos esse pedido e o anseio da sociedade de trazer a renovação. Construiu-se com os demais líderes o nome Jânio Quirino Alves. Estou à disposição devidamente pela renovação. A renovação traz esperança, atendimentos melhores, pessoas novas no governo, o que é fundamental na democracia”, opina.

Conforme o parlamentar, não é salutar apenas um partido disputar a eleição. “Temos que ter divergências de projetos para que realmente proporcionem soluções para os problemas que a sociedade nos traz. Isso fez eu lançar meu nome, já que temos uma avaliação positiva na sociedade do município, em busca também de uma segunda pessoa, que é o Milton Cividini. Ligado diretamente ao agronegócio, ele conhece o anseio do agricultor, da comunidade, mas não somente isso. Vimos na sociedade, como pré-candidato a prefeito, do vice estar sempre amparado ao prefeito, de uma forma participativa no dia a dia. Queremos um vice-prefeito que realmente seja participativo diariamente nos serviços públicos, para que ele possa trazer os problemas antes que a população traga os problemas ao público”, explica.

 

APÓS OITO ANOS DE GOVERNO

Para Jânio, após oito anos de gestão do prefeito Anderson Bento Maria a comunidade terá a oportunidade de renovação. No entanto, ele salienta que não é possível desmerecer o trabalho do atual governo. “Na época que estávamos na prefeitura o orçamento era de R$ 18 milhões e pulou para R$ 38 milhões. Com certeza o gestor tem que ter condições de trabalhar melhor. Digo isso porque hoje o agronegócio trouxe para a comunidade uma forma muito mais vantajosa e participativa de economia ao município. Desta forma veio o anseio de mostrar para a sociedade que podemos muito mais, com apoio do governo, com a liderança do deputado estadual Hussein Bakri (PSD), com o deputado federal Sandro Alex (PSD), atual secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, deputado Vermelho (PSD), enfim. Teremos uma bagagem enorme por trás que vai nos dar amparo suficiente para que possamos desenvolver bons projetos para Maripá na saúde, educação, em todas as áreas. Queremos ter contato direto com os professores para saber quais são as demandas que até hoje não foram resolvidas. Por que durante oito anos não foram resolvidos os problemas e agora querem resolver? Isso se chama renovação. Renovação para concluir um bom trabalho e trazer solução para todos aqueles que precisam”, observa o pré-candidato a prefeito.

 

PAPEL DO MDB

Questionado qual será o papel do MDB, partido que foi protagonista em tantas eleições, o vereador enaltece que a agremiação tem um histórico importante em Maripá. Ele menciona que ficou filiado à sigla de 1995, incentivado pela ex-prefeita Jacira, até 2020. “Digo que é uma legenda muito forte e sempre se consolidou, independente da pessoa que foi lançada, com uma aproximação de 1,3 mil a 1,5 mil votos. Isso nos traz o fortalecimento de um grupo maior que vem o PSD para somar com todas essas forças. Nos dá credibilidade para que realmente possamos fazer a diferença no município. Queremos fazer a diferença. Não viemos aqui para apontar as coisas que o prefeito fez, e sim apontar o que podemos fazer a mais para a sociedade de Maripá”, declara.

 

CHAPA PROPORCIONAL

Jânio comenta que o PSD deve lançar chapa de candidatos a vereador com 14 nomes, sendo que o MDB busca essa mesma quantia para formar a proporcional. “Sabemos o potencial de cada legenda e vamos formalizar uma chapa muito forte e realmente mostrar que o Legislativo é importante. O Legislativo é importante em comunicação e participação no governo. São dois poderes distintos, mas teremos andamento de bons projetos em conjunto. Quero essa participação, porque vejo essa necessidade como vereador. Sou vereador de oposição, mas sinto essa aproximação de todos os vereadores, de todas as legendas, independente de sua atividade, porque é um representante direto do povo. O povo vai buscar o vereador para resolver os seus problemas e quer soluções. O vereador é muito importante. Vamos construir muito mais para Maripá”, garante.

 

CANDIDATURA ÚNICA

Perguntado se em algum momento a oposição avaliou a possibilidade de se unir ao grupo de situação e lançar candidatura única no município, o pré-candidato a prefeito é enfático: “Em nenhum momento isso foi cogitado, porque tínhamos ideias totalmente diferentes. O nosso foco hoje é voltado ao agronegócio. Pensamos principalmente no funcionalismo público, que está à frente do serviço, no professor, no plano de carreira. Queremos elaborar bons projetos para mostrar à sociedade que podemos muito mais. Por isso entendemos que nossas ideologias de repente não agregam para essa formação de chapa única. Queremos mostrar para a sociedade que temos bons projetos e aí a sociedade vai avaliar o prefeito que vai assumir, o que poderá fazer de diferente que a população precisa”, opina.

 

ADIAMENTO DA ELEIÇÃO

Por fim, Jânio entende que a recente decisão pelo adiamento da eleição de 04 de outubro para 15 de novembro foi acertada. “A pandemia está aí e precisamos tomar todos os cuidados possíveis”, afirma, acrescentando que devido ao distanciamento social uma das medidas para levar as propostas aos eleitores será o uso de redes sociais. “Tudo vai ser veiculado nas mídias sociais, que terá condições de fazer esse trabalho diferenciado que era realizado antigamente, esse corpo a corpo. Precisamos nos adaptar em um problema que estamos enfrentando. Sabemos que vamos ter problemas econômicos. O próximo gestor estará ciente que vai enfrentar uma barreira muito grande, pois a pandemia afetou o agronegócio, as pequenas empresas, todos os setores, e isso prejudica a arrecadação. É preciso ter muita cautela na campanha, saber direcionar as ações para que isso chegue ao eleitor de uma forma que ele possa entender e tirar suas conclusões para estar certo do voto de quem pretende colocar no Executivo e no Legislativo”, menciona, concluindo: “Deixo aqui o Salmo 9:10: ‘Os que conhecem o teu nome confiam em ti, pois tu, Senhor, jamais abandonas os que te buscam’”, encerra.

 

ESTREIA NA POLÍTICA

Atuante na sociedade e envolvido com entidades, o agricultor Milton Cividini já foi ligado à política, mas não diretamente. Por isso, 2020 pode marcar a sua estreia como candidato a vice-prefeito, caso as convenções confirmem seu nome. “Perante a comunidade, sempre estivemos à frente de entidades como igrejas, escolas e associações, e acabamos gostando. Colocamos o nome à disposição porque o pessoal pediu por que não poderíamos fazer parte do Poder Executivo. Por isso deixei meu nome, por um pedido das pessoas, e por questão de renovação. Acho que está na hora de mudarmos”, destaca.

Cividini explica que sua saída do grupo do prefeito Anderson se deu pelo esquecimento. “Há oito anos fui procurado para fazer parte do grupo do PPS. Fui convidado e acabei aceitando ser pré-candidato a vice-prefeito. Dois dias antes das convenções outros partidos procuraram o PPS e para que houvesse coligação eu teria que abrir mão. Após isso, fui esquecido. O grupo não precisou mais de mim. Antes precisava. Por isso saí do partido e aceitei o convite para me filiar ao PSD”, detalha.

 

O Presente

 

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