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Política Entrevista ao O Presente

“Tenho uma experiência que me credencia a ser prefeito”, destaca Vilson Martins

Candidato a prefeito Vilson Martins: "Temos outras prioridades. Vamos modificar, mas levar as experiências dos governos Vilson e Cleci" (Foto: Maria Cristina Kunzler/OP)

Falta pouco mais de duas semanas para as eleições. Em 15 de novembro os eleitores vão às urnas escolher os futuros prefeitos e vereadores. Em Mercedes, três nomes postulam a prefeitura.

Os candidatos a prefeito e a vice-prefeito pela coligação “Mercedes não pode parar” (PP/MDB/PSL/PSD), Vilson Martins (PSD) e Marcelo Eninger (PP), respectivamente, são ligados à situação no município.

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Em visita ao Jornal O Presente, eles falaram sobre a campanha, apresentaram algumas propostas e abordaram uma das críticas ouvidas nesta eleição, de que representam a continuidade de um grupo que está há 16 anos no Poder Executivo. Confira.

 

O Presente (OP): A campanha se aproxima da reta final. Como o senhor tem avaliado os trabalhos até o momento?

Vilson Martins (VM): Estamos sendo muito bem recebidos pela comunidade. Ainda na pré-campanha começamos a fazer visitas, depois intensificamos e agora, no final, ainda mais. Não realizamos apenas a visita para pedir o voto, mas levamos as propostas que temos ao município para os próximos quatro anos em todos os setores.

 

OP: Em relação à pandemia, até poucos meses atrás havia receio de como os eleitores receberiam os candidatos. O que o senhor tem sentido neste momento?

VM: No início havia restrição, sim, principalmente pelos mais idosos na pré-campanha. Agora as pessoas já estão mais abertas, mas claro que respeitamos o distanciamento e o uso de máscaras. O que era praxe em outras campanhas, como a roda de chimarrão e tererê, não acontece, mas não observamos aquele temor da população como antes.

 

OP: Nestas visitas já foi possível constatar quais são as principais demandas da comunidade?

VM: Levantamos essas demandas na pré-campanha, por isso fizemos muitas visitas para buscar as informações e incluir no plano de governo. O plano de governo está pronto e vamos mostrar à população as nossas propostas. A pré-campanha é justamente para isso, embora a gente já soubesse quais as demandas.

 

OP: E quais são os principais anseios?

VM: Hoje a cidade de Mercedes está muito bonita. A prefeita Cleci (Loffi, PSD) renovou a cidade, que está de cara nova. O que as pessoas mais pedem nas nossas visitas é que a saúde tem que continuar como está. Hoje Mercedes é referência em saúde municipal na região. As pessoas são bem tratadas, têm tratamento especial, apesar da pandemia que parou o Ciscopar (Consórcio Intermunicipal de Saúde Costa Oeste do Paraná) para onde levamos pacientes, ainda a comunidade defende a saúde tal é nosso atendimento. Queremos continuar e melhorar. Entendemos que ainda dá para melhorar. Outra área fundamental é o pequeno agricultor. No nosso governo daremos um cuidado especial com alguns incentivos, porque a agricultura familiar fornece alimento. Vemos que muitos pequenos agricultores estão saindo do interior e indo para a cidade, o que não é bom. Queremos que eles permaneçam e produzam os produtos de qualidade. Para isso precisamos de alguns incentivos.

Marcelo Eninger (ME): A geração de empregos também vai dar um salto muito importante, principalmente quando se fala da mão de obra feminina. Hoje em Mercedes acontece o curso de costura moda bebê, por meio do Senai. Ano que vem há fábricas de Terra Roxa que estão interessadas em implantar unidades em Mercedes. Estamos qualificando agora para que essas fábricas possam vir, com parceria do município, para gerar mais mão de obra. O governo Vilson e Marcelo terá esse olhar especial. Vamos tentar levar uma extensão destes polos para os distritos de Três Irmãs e Arroio Guaçu e, juntamente disso, um local adequado para as mães deixarem seus filhos.

 

OP: O senhor disse que muitas pessoas defendem o serviço de saúde de Mercedes. O que propõe para melhorar ainda mais?

VM: A farmácia hoje está junto do prédio do Centro de Saúde. Propomos construir separado, mas bem ao lado, para que as pessoas que precisam pegar o remédio não entrem no Centro de Saúde. Dentre outras demandas estão a construção de garagem para ambulâncias, sala ampla para ACS (agentes comunitários de saúde) e, na área do atendimento, contamos com um projeto voltado para a prevenção.

 

OP: Os serviços disponíveis hoje na prefeitura em parceria com o Governo do Estado, como Detran e Instituto de Identificação, serão mantidos?

VM: Todos os serviços, em parceria com o Estado, serão mantidos, sem dúvida. Nós temos compromisso com o povo de Mercedes e especialmente o Detran realiza inúmeros atendimentos diariamente. Não tem como deixarmos de fazer essas parcerias com o governo estadual. Agora gostaria de saber se nossos adversários fariam a mesma coisa. Essa é a pergunta. Parece que não. Parece que há um acordo que pode paralisar os serviços no município. Isso que gostaríamos de saber e levar para os munícipes, para que na hora do voto saibam quem realmente está comprometido com o município.

 

OP: As previsões para o ano que vem é de que as prefeituras podem ter dificuldades financeiras em virtude da pandemia. Este ano o governo federal repassou recursos, o que não deve ocorrer em 2021. Ter um gestor com experiência para enfrentar estes obstáculos faz diferença?

VM: Isso é de fundamental importância. Sempre digo que em uma empresa privada, uma fazenda ou um comércio, você visa o lucro o tempo todo. No caso da prefeitura não, pois é preciso buscar recursos junto ao governo estadual e federal para distribuir de forma igualitária para as pessoas, por meio de serviços como saúde, educação, infraestrutura, agricultura, esporte e lazer. É bem diferente a forma de governar. Nós temos essa experiência. Já fui vice-prefeito no primeiro governo da prefeita Cleci, fui secretário de Administração nos últimos quatro anos, o que me deu experiência muito grande, e secretário de Obras, bem como fui por dois mandatos vereador e presidi a Câmara. Tenho uma experiência que me credencia a ser prefeito e estou preparado para isso. Sabemos das dificuldades. Quando tem dinheiro em abundância é fácil governar, mas quando falta aí que precisamos mostrar nossa cara e buscar o recurso. Grandes parceiros nós temos. A experiência prevalece para manter a qualidade dos serviços.

 

OP: Uma das críticas que os adversários políticos utilizam é que um eventual governo seu seria continuidade de um grupo que está há 16 anos na prefeitura. Qual argumento o senhor tem apresentado em relação a isso?

VM: Sempre é importante continuar aquilo que é bom. Se olharmos há 16 anos, como o município estava quando o professor Vilson Schwantes assumiu a prefeitura, e como está hoje… O Vilson e a Cleci fizeram dois governos cada considerados excelentes. Queremos continuar esse trabalho. Lógico que será um governo novo, com a nossa cara, com novo secretariado, novas pessoas. Nós vamos mudar para nosso jeito de governar. Cada um tem seu jeito e suas prioridades. Aquilo que foi prioridade no governo Vilson deixou de ser no governo Cleci, e aquilo que foi prioridade no governo da prefeita deixará de ser o nosso. Temos outras prioridades. Vamos modificar, mas levar as experiências dos governos Vilson e Cleci.

Candidato a prefeito e a vice-prefeito da coligação “Mercedes não pode parar”, Vilson Martins (PSD) e Marcelo Eninger (PP), respectivamente, em visita ao Jornal O Presente (Foto: Maria Cristina Kunzler/OP)

 

OUTROS DOIS CANDIDATOS

O Jornal O Presente procurou os outros dois candidatos a prefeito visando conceder o mesmo espaço para que pudessem falar de suas propostas de governo.

Por meio da coordenação de campanha, Laerton Weber (DEM), da coligação “Muda Mercedes” (PL/DEM/Patriota/PSDB), não quis conceder entrevista.

O candidato do Cidadania, Maucir Miliorini, por sua vez, informou falta de tempo nesta reta final da campanha.

 

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