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Aída dos Santos eterniza pés no Hall da Fama do COB

(Foto: Divulgação/COB)

Aída dos Santos, primeira mulher brasileira a disputar uma final olímpica e 4º lugar no salto em altura, nos Jogos de 1964 (Tóquio), eternizou os pés no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB) nesta quinta-feira (15).

A cerimônia ocorreu de forma restrita na sede do COB, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. “Como mulher negra, e um dos maiores exemplos do Movimento Olímpico, Aída tem uma história que merece ser reverenciada, celebrada e honrada por todas suas lutas, conquistas e glórias. A primeira mulher do Brasil a disputar uma final olímpica e o 4º lugar dela no salto em altura, em Tóquio 1964, obtendo o melhor resultado individual de uma atleta brasileira nos Jogos Olímpicos até Pequim 2008 é, sem dúvidas, motivo de orgulho para todos nós”, afirmou o presidente do COB, Paulo Wanderley Teixeira.

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“Quando entrei para o atletismo nem sabia que tinham competições como Sul-Americano e Jogos Olímpicos. Esporte individual tinha que ter índice. Eu não estava com índice. Fui competir por acaso e fiz o resultado. Hoje, os atletas têm psicólogo, nutricionista. Eu viajava de avião da FAB. Melhorou o material humano, mas não os resultados”, declarou a mais nova integrante do Hall da Fama. Se Aída pudesse dar um conselho aos atletas que participarão dos Jogos seria enfática: “Já que estão em Tóquio, é porque mereceram. Sejam perseverantes e pensem que são tão bons quantos os outros. Briguem pela medalha de ouro”.

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Aída dos Santos estava em companhia da filha Valeskinha, campeã olímpica de vôlei nos Jogos de 2008 (Pequim), quando recebeu a homenagem. “Aída é uma referência. Hoje nós temos quatro atletas do atletismo no Hall da Fama e ela é a primeira mulher. Tem um simbolismo muito grande. Em 2012, a Confederação Brasileira de Atletismo instituiu uma medalha com o nome da Aída dos Santos. Nossas atletas medalhistas em mundiais e edições de Jogos Olímpicos recebem a medalha Aída dos Santos. Isso mostra a dimensão dela e sua referência para as mulheres. Ela era uma estrela solitária, e hoje ilumina com seu brilho todo o atletismo nacional”, concluiu o presidente da Confederação Brasileira de Atletismo, Wlamir Leandro Motta Campos.

 

Com Agência Brasil

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