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Cautela é a palavra da vez no Coritiba, às vésperas do Atletiba

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Semana de clássico regional é natural a empolgação tomar conta dos torcedores, principalmente com a rivalidade de um Atletiba. Cutucões de um lado e de outro, e muitas vezes até os próprios jogadores acabam entrando na dança.

Como o Coritiba não disputa a Copa Sul-Americana, o assunto Atletiba já entrou em pauta assim que o empate com o Avaí terminou, no último domingo, enquanto no Atlético-PR, as atenções se voltam, oficialmente, para o clássico somente na quinta-feira, após o confronto com o Flamengo.

Para não ser “traído” pelas palavras, a orientação é falar pouco para não oferecer munição para o rival e não criar polêmicas desnecessárias. Um exemplo é o técnico Marcelo Oliveira, que evita dar destaque ao clássico, preferindo falar no time dele.

“Polêmica não leva a nada em qualquer época do ano. Essa semana mais ainda. Nós temos que estar concentrados e focados no trabalho, no seguimento do campeonato e em terminar bem o primeiro turno”, revela o cauteloso treinador alviverde.

Oliveira prefere usar a sua experiência em clássicos, principalmente o mineiro Cruzeiro e Atlético-MG, para lembrar que em confrontos como esses, não existe um favorito.

“Eu disputei muitos clássicos como atleta e muitos clássicos como treinador também. É antigo, mas verdadeiro, quando dizem que não existe um favorito quando você joga um clássico”.

Palavra de capitão

Um dos atletas que está à frente da “onda cautelosa” é o veterano Jéci. Dentre os jogadores que conversaram com a imprensa (além dele, Bill, Rafinha e Léo Gago concederam entrevistas), o defensor coxa é o que mais participou de Atletibas, pois está no clube desde 2009 (além de uma passagem em 2007).

Usando essa experiência, Jéci é enfático ao dizer que em semana de clássico é epoca de falar menos. “Em Atletiba você tem que falar menos, falar pouco, porque você pode deixar deslizar uma palavra que pode fortalecer o adversário e isso não é bom. Então quanto menos você falar em uma semana cheia, para nós, em um Atletiba, é melhor”, diz.

Para chegar inteiro no final de semana, o capitão coxa dá a dica: se resguardar e concentrar:

“Eu até comentei na oração depois do jogo contra o Avaí. A oportunidade de uma semana em que temos que descansar, procurar ficar em casa, não sair e falar menos. Queira ou não queira você não pode dar combustível ao adversário”, completa.

Mesmo com a orientação, Jéci não menospreza o valor do clássico, admitindo que uma partida decisiva como essa mexe com os ânimos de todos.

“É importante, um jogo que para a cidade, mexe com o estado. Um jogo que temos que encarar como mais uma oportunidade de encostar lá em cima, que é o nosso objetivo no ano”. (Globo Esporte)

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