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Agricultor dedica o “bols” e a vida ao tênis de mesa

“Infelizmente se acham poucos exemplos como esse rdquo;. A frase foi dita na ter ccedil;a-feira (22) pelo rondonense Hari Frank e o exemplo que ele cita eacute; o do agricultor quatro-pontense Br aacute;ulio Franzener, 67 anos, que criou, em Quatro Pontes, o Centro de Treinamento de T ecirc;nis de Mesa ldquo;Juventude, a ess ecirc;ncia da vida rdquo;. O centro eacute; um sonho de Franzener. Bem humorado e disposto, o quatro-pontense se dedica, com o cora ccedil; atilde;o, o bolso e muita paci ecirc;ncia, a dar aulas de t ecirc;nis gratuitamente, junto com seu filho Gilmar, a aproximadamente 80 crian ccedil;as e adolescentes. O gesto de amor ao pr oacute;ximo n atilde;o est aacute; limitado apenas ao tempo dedicado aos atletas, pois esse ano o agricultor adquiriu um im oacute;vel na cidade e construiu o centro, num investimento de aproximadamente R$ 112 mil. Al eacute;m disso, ele adquiriu o material para o esporte.
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Come ccedil;o
Esse eacute; o segundo centro que Br aacute;ulio fez para os jovens. Em fevereiro de 2006, quando arrendou sua terra em Linha S atilde;o Jo atilde;o, Quatro Pontes, ele adequou o barrac atilde;o que tinha para o maquin aacute;rio agr iacute;cola em um centro de treinamentos. No referido ano havia sido dado in iacute;cio ao sonho de Br aacute;ulio. Jovens daquela regi atilde;o come ccedil;aram a receber instru ccedil; otilde;es do agricultor e os primeiros resultados come ccedil;aram a aparecer. ldquo;Come ccedil;ou com sete crian ccedil;as e em 15 dias j aacute; eram 16 alunos rdquo;, conta o t eacute;cnico. Hoje no local ainda s atilde;o dadas aulas aos jovens daquela regi atilde;o, por eacute;m, devido ao interesse de outras pelo esporte e da vontade de Br aacute;ulio, foi criado o novo centro na cidade, facilitando o atendimento a mais atletas. ldquo;Nunca desisti do sonho. Faltava mais espa ccedil;o e ent atilde;o comprei o terreno rdquo;, menciona. nbsp;

Amor pelo t ecirc;nis
O amor de Br aacute;ulio pelo t ecirc;nis come ccedil;ou quando ele tinha em torno de 11 anos e estava num col eacute;gio voltado apenas para educa ccedil; atilde;o de meninos. ldquo;Tinha uma mesa de t ecirc;nis de mesa, eu gostava demais, mas como a gente tinha sa iacute;do da ro ccedil;a, n atilde;o tinha habilidade com esporte, ficava horas na fila para jogar e quando chegava a vez perdia na primeira oportunidade. Da iacute; j aacute; tinha terminado o recreio rdquo;, conta aos risos. ldquo;Desde crian ccedil;a gostei do t ecirc;nis, mas n atilde;o tive oportunidade de me dedicar. Aos 38 anos que fui comprar a minha mesa de t ecirc;nis rdquo;, diz.
Br aacute;ulio divide sua vida em tr ecirc;s etapas. A primeira at eacute; os 32 anos, quando foi suinocultor; a segunda at eacute; os 64, per iacute;odo em que era agricultor, e a terceira e atual a de professor de t ecirc;nis de mesa. ldquo;Fico realizado quando vejo as crian ccedil;as aprendendo. Dou as orienta ccedil; otilde;es para elas come ccedil;arem e depois adiciono a t eacute;cnica. Quero fazer isso at eacute; o final de minha vida rdquo;, declara.

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Aberto
O centro de treinamento eacute; aberto a todas as pessoas. ldquo;Teve crian ccedil;a de quatro anos que come ccedil;ou a treinar. A idade n atilde;o tem limite, se aparecer algu eacute;m de 150 anos querendo jogar, vai jogar rdquo;, afirma.
Durante a semana s atilde;o 13 hor aacute;rios de treinos nos dois centros. O quatro-pontense trabalha a semana toda. Aos s aacute;bados e domingos agrave; tarde, al eacute;m de quintas agrave; noite, s atilde;o abertos hor aacute;rios para pessoas que trabalham. ldquo;O centro n atilde;o tem divisa, pessoas de outros munic iacute;pios podem vir rdquo;, convida.

Recursos
Al eacute;m do investimento no im oacute;vel, o agricultor tem gastos com material esportivo e despesas de manuten ccedil; atilde;o dos centros, que gira em torno de R$ 5 mil ao ano, e de transporte de atletas para competi ccedil; otilde;es, al eacute;m de seu pr oacute;prio transporte, j aacute; que todos os dias vem para a cidade, num trajeto de cerca de dez quil ocirc;metros (ida e volta). Na ida para competi ccedil; otilde;es ele tem tido apoio da administra ccedil; atilde;o de Quatro Pontes. O agricultor diz que n atilde;o rejeita doa ccedil; otilde;es, apontando uma geladeira que ganhou para manter aacute;gua gelada para seus alunos.

Resultados
O centro de treinamento tem caracter iacute;sticas e materiais profissionais. Al eacute;m disso, Br aacute;ulio e seu filho d atilde;o orienta ccedil; otilde;es oficiais do t ecirc;nis para seus alunos poderem participar de qualquer competi ccedil; atilde;o em todo o mundo. Br aacute;ulio, campe atilde;o do t ecirc;nis de mesa nas tr ecirc;s uacute;ltimas edi ccedil; otilde;es dos Jogos da Terceira Idade, j aacute; tem, h aacute; dois anos, a Associa ccedil; atilde;o Quatro-Pontense de T ecirc;nis de Mesa, a uacute;nica exclusiva de t ecirc;nis de mesa da regi atilde;o. A Associa ccedil; atilde;o possibilita que seus atletas participem de competi ccedil; otilde;es oficiais. Os resultados j aacute; aparecem. Das oito melhores tenistas do Paran aacute;, cinco s atilde;o de Quatro Pontes. Na etapa do Paranaense desse ano em Cascavel, dos seis atletas que estavam no p oacute;dio, tr ecirc;s eram de Quatro Pontes. As uacute;ltimas tr ecirc;s edi ccedil; otilde;es dos Jogos Colegiais tiveram sempre atletas de Quatro Pontes na final, em Curitiba.

Treinos ajudam crian ccedil;a especial
O rondonense Hari Frank eacute; uma das pessoas que frequenta o centro de treinamento. Ele leva seus filhos Almir, Aline e Amanda, que eacute; autista, para os treinos. ldquo;O t ecirc;nis melhora a coordena ccedil; atilde;o, os reflexos e uma s eacute;rie de coisas. Achei que a Amanda n atilde;o teria condi ccedil; otilde;es, hoje ela j aacute; joga um pouco rdquo;, comemora. nbsp;
Sobre o trabalho de Br aacute;ulio, Hari diz que eacute; fant aacute;stico. ldquo;Ele est aacute; de parab eacute;ns. N atilde;o conhe ccedil;o ningu eacute;m que investe e acredita nas crian ccedil;as como ele. O Br aacute;ulio est aacute; formando cidad atilde;os que poderiam ir para um caminho bem diferente rdquo;, comenta.

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