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Homens ainda deixam de ir ao médico

Apesar de n atilde;o existir dados espec iacute;ficos em Marechal C acirc;ndido Rondon, quem trabalha no setor de sa uacute;de afirma que o n uacute;mero de homens que procura por atendimento m eacute;dico eacute; menor do que o n uacute;mero de mulheres, especialmente quando o assunto eacute; preven ccedil; atilde;o. Em muitos casos, os homens s oacute; v atilde;o ao m eacute;dico quando j aacute; apresentam sintomas de alguma doen ccedil;a.
At eacute; por conta disso, o Minist eacute;rio da Sa uacute;de lan ccedil;ou no ano passado a Pol iacute;tica Nacional de Sa uacute;de do Homem, que tem por objetivo facilitar e ampliar o acesso da popula ccedil; atilde;o masculina aos servi ccedil;os de sa uacute;de. Isso surgiu em raz atilde;o tamb eacute;m de pesquisa que aponta que a cada tr ecirc;s mortes de pessoas adultas, duas s atilde;o de homens. Eles vivem, em m eacute;dia, sete anos menos do que as mulheres e t ecirc;m mais doen ccedil;as do cora ccedil; atilde;o, c acirc;ncer, diabetes, colesterol e press atilde;o arterial mais elevada. Muitos problemas relacionados agrave; sa uacute;de poderiam ser evitados se houvesse um cuidado maior com a sa uacute;de e se as consultas m eacute;dicas fossem feitas com regular frequ ecirc;ncia.
No munic iacute;pio rondonense, a Secretaria de Sa uacute;de est aacute; elaborando para implantar em breve o Programa Sa uacute;de do Homem, que vai contar com a ccedil; otilde;es espec iacute;ficas relacionadas agrave; sa uacute;de desta popula ccedil; atilde;o. Por meio do Instituto Corpore, um urologista foi contratado recentemente e, desde ent atilde;o, o n uacute;mero de procura por consultas est aacute; aumentando constantemente.
E a preocupa ccedil; atilde;o n atilde;o eacute; por menos. No Brasil, o c acirc;ncer de pr oacute;stata eacute; o segundo mais comum entre os homens (atr aacute;s apenas do c acirc;ncer de pele n atilde;o-melanoma). Em valores absolutos, eacute; o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente. E mais: o c acirc;ncer de pr oacute;stata eacute; a segunda causa de morte no Brasil. A informa ccedil; atilde;o eacute; do m eacute;dico urologista F aacute;bio Scarpa e Silva, de Marechal Rondon, que integra a Sociedade Brasileira de Urologia e a Associa ccedil; atilde;o Americana de Urologia.
ldquo;N atilde;o precisava ser assim. Quando o c acirc;ncer de pr oacute;stata eacute; detectado na fase inicial, as chances de cura chegam a 90%. No entanto, na fase inicial a doen ccedil;a n atilde;o tem qualquer tipo de sintoma. Isso significa que se o paciente esperar por algum sintoma para da iacute; ir ao m eacute;dico, a chance de cura j aacute; n atilde;o eacute; mais de 90% rdquo;, explica.

Sintomas
Quando o c acirc;ncer de pr oacute;stata avan ccedil;a surgem sintomas at eacute; porque em alguns casos as estruturas pr oacute;ximas s atilde;o atingidas, como a bexiga, que causa dificuldade em urinar. Quando h aacute; met aacute;stase, normalmente os ossos s atilde;o atingidos. ldquo;Os sintomas de c acirc;ncer de pr oacute;stata s oacute; aparecem quando a doen ccedil;a j aacute; est aacute; avan ccedil;ada rdquo;, alerta o m eacute;dico.

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Recomenda ccedil; atilde;o
Por isso, o diagn oacute;stico precoce eacute; essencial. A recomenda ccedil; atilde;o da Sociedade Brasileira de Urologia eacute; que a partir dos 45 anos todo homem deve fazer o exame que detecta o c acirc;ncer de pr oacute;stata uma vez por ano. Em situa ccedil; otilde;es especiais, o m eacute;dico pode solicitar o exame de sangue a cada seis meses, dependendo do caso do paciente.
ldquo;Se o homem tem um parente de primeiro grau, como pai ou irm atilde;o, que tenha tido ou tem c acirc;ncer de pr oacute;stata, o recomendado pela Sociedade Brasileira eacute; que se fa ccedil;a o exame a partir dos 40 anos. Neste caso a chance de tamb eacute;m desenvolver a doen ccedil;a eacute; 2,2 vezes maior. Se tem dois parentes em primeiro grau a chance eacute; 4,9 vezes maior e se tem tr ecirc;s eacute; 10,9 maior rdquo;, afirma Scarpa.
J aacute; a Associa ccedil; atilde;o Americana de Urologia, entidade da qual o m eacute;dico rondonense faz parte, est aacute; recomendando o exame a partir dos 40 anos para todos os homens, independente se h aacute; casos da doen ccedil;a na fam iacute;lia ou n atilde;o.

Pr eacute;-disposi ccedil; atilde;o
A pr eacute;-disposi ccedil; atilde;o para ter c acirc;ncer de pr oacute;stata eacute; maior em homens que t ecirc;m ou tiveram familiares em primeiro grau com a doen ccedil;a. Existem outros fatores de risco, como a idade – quanto mais velho maior a chance de desenvolver a doen ccedil;a -, a ra ccedil;a – maior em pessoas negras e menor em orientais -, pessoas que consomem muita gordura, e pessoas de origem em pa iacute;ses pr oacute;ximos ao Polo Norte, como Canad aacute;, Noruega e Dinamarca, por exemplo.

Procura m eacute;dica
O urologista atende em Marechal Rondon desde 2003. De l aacute; para c aacute;, ele percebeu que est aacute; havendo uma mudan ccedil;a e o n uacute;mero de homens que procura o m eacute;dico est aacute; aumentando. ldquo;A pr oacute;pria Sociedade Brasileira est aacute; investindo em campanhas para esclarecer a popula ccedil; atilde;o sobre o c acirc;ncer de pr oacute;stata. Antigamente, na quase totalidade o homem que procurava o m eacute;dico era porque a esposa insistia muito. Hoje em dia est aacute; havendo um aumento do n uacute;mero de homens conscientes da import acirc;ncia de ir ao consult oacute;rio com regularidade. Ainda est aacute; longe do ideal, pois tenho muitos pacientes que chegam com o c acirc;ncer j aacute; em est aacute;gio avan ccedil;ado. Apesar disso, a porcentagem do n uacute;mero de homens que est atilde;o fazendo o exame mais cedo est aacute; aumentando rdquo;, analisa.

Incid ecirc;ncia
A incid ecirc;ncia do c acirc;ncer de pr oacute;stata est aacute; est aacute;vel nos uacute;ltimos anos. Scarpa diz que hoje em dia, no Brasil, estima-se que 400 mil brasileiros entre 45 e 75 anos tenham a doen ccedil;a. ldquo;Estes casos n atilde;o estariam acontecendo se todos os homens fossem ao m eacute;dico para detec ccedil; atilde;o precoce da doen ccedil;a. Sabemos que o n uacute;mero de homens que procura o m eacute;dico ainda n atilde;o est aacute; ideal pela quantidade de casos avan ccedil;ados em tratamento. Grande parte deixa de procurar o urologista por conta do preconceito, mas n atilde;o podemos nos esquecer nunca dos homens que n atilde;o t ecirc;m acesso agrave; sa uacute;de rdquo;, aponta.

Exame de sangue
Eacute; comum ainda encontrar homens que dizem que n atilde;o pretendem fazer o exame de toque, somente o exame de sangue – ant iacute;geno prost aacute;tico espec iacute;fico (PSA, sigla em ingl ecirc;s). Por eacute;m, o m eacute;dico urologista alerta que um exame complementa o outro e ao fazer os dois eacute; poss iacute;vel detectar a maioria dos tumores. ldquo;O PSA detecta uma poss iacute;vel altera ccedil; atilde;o no sangue que pode ser compat iacute;vel com o c acirc;ncer de pr oacute;stata. O correto eacute; submeter o paciente aos dois exames, porque tem alguns c acirc;nceres que n atilde;o aparecem no PSA e costumam aparecer somente no toque, e vice-versa. Tem paciente que quer fazer s oacute; o PSA, mas n atilde;o eacute; o correto. De 17% a 20% dos casos de c acirc;ncer de pr oacute;stata, o resultado do PSA n atilde;o se altera. Ou seja, de 100 pacientes com a doen ccedil;a, entre 17 e 20 o exame de sangue vai apontar normalidade. Se estes pacientes fossem fazer s oacute; o exame de PSA, achariam que n atilde;o estariam com a doen ccedil;a, enquanto o c acirc;ncer estaria se desenvolvendo. O exame de sangue sozinho n atilde;o d aacute; a seguran ccedil;a ao paciente de que ele n atilde;o tem nada rdquo;, detalha o m eacute;dico.

Tratamento
No caso do c acirc;ncer de pr oacute;stata, n atilde;o se usa quimioterapia como parte do tratamento. A cirurgia, segundo o urologista, apresenta o melhor resultado para a doen ccedil;a diagnosticada na fase inicial. ldquo;Como afeta a vida sexual, algumas pessoas acabam fugindo da cirurgia. Existe uma porcentagem de pacientes que ficam com impot ecirc;ncia e outros com incontin ecirc;ncia. Neste caso, h aacute; pouca incid ecirc;ncia e dos que apresentam este problema a maioria se recupera por conta pr oacute;pria. J aacute; a impot ecirc;ncia, dependendo da idade, pode atingir at eacute; 50% a 60% dos pacientes submetidos agrave; cirurgia. No entanto, existe tratamento rdquo;, garante.
A radioterapia externa pode ser utilizada em alguns casos, mas n atilde;o eacute; a mais indicada como primeira op ccedil; atilde;o de tratamento. Isto porque as taxas de cura n atilde;o s atilde;o t atilde;o boas como a da cirurgia e o tratamento causa efeitos colaterais indesej aacute;veis (como queimaduras na bexiga e intestinos), que algumas vezes obrigam o paciente a tomar medica ccedil; atilde;o ininterruptamente.
ldquo;A radioterapia externa que tem taxas de cura que se aproximam da cirurgia eacute; a radioterapia externa conformacional tridimensional. Por meio do equipamento, se constr oacute;i tridimensionalmente a geometria do tumor e se consegue jogar doses maiores s oacute; naquela aacute;rea reconstru iacute;da, sem pegar estruturas vizinhas, diminuindo os efeitos colaterais rdquo;, salienta. Pelo alto custo, o equipamento eacute; normalmente encontrado s oacute; em grandes centros.
Ao fazer a opera ccedil; atilde;o de c acirc;ncer de pr oacute;stata, tamb eacute;m se acaba com a possibilidade do homem ter filhos. Como se retira na cirurgia a pr oacute;stata e as ves iacute;culas seminais, n atilde;o h aacute; mais produ ccedil; atilde;o de esperma. ldquo;O homem que tem a pot ecirc;ncia preservada vai ter rela ccedil; atilde;o sexual, ere ccedil; atilde;o e orgasmo, mas n atilde;o vai mais produzir esperma rdquo;, conclui Scarpa.

Alerta sobre a vasectomia
Como os planos de sa uacute;de passaram a cobrir a cirurgia de vasectomia, a procura por tal procedimento, como consequ ecirc;ncia, teve um consider aacute;vel aumento. ldquo;No meu consult oacute;rio, eu estimo que a procura esteja de quatro a cinco vezes maior desde que os planos de sa uacute;de come ccedil;aram a cobrir a cirurgia. Pela facilidade, os homens est atilde;o procurando mais o procedimento. Por eacute;m, existe uma taxa de arrependimento, que eacute; de 17%, e cerca de 6% procuram a revers atilde;o rdquo;, alerta o profissional.
O m eacute;dico ressalta que a cirurgia eacute; simples e o homem n atilde;o precisa ficar internado. Mas a resolu ccedil; atilde;o do Conselho Federal de Medicina, n ordm; 1.901/2009, afirma que o m eacute;dico que se prop otilde;e a realizar a vasectomia deve estar habilitado a proceder a revers atilde;o. ldquo;Por isso, eacute; muito importante o paciente, antes de se submeter agrave; cirurgia, questionar o m eacute;dico se ele est aacute; habilitado a fazer a revers atilde;o, mesmo que seja urologista, porque nem todos sabem fazer o procedimento, que eacute; extremamente complicado rdquo;, explica.
Por motivos diversos, nem sempre a revers atilde;o d aacute; certo. Ent atilde;o, torna-se um procedimento n atilde;o garantido. ldquo;A orienta ccedil; atilde;o eacute; que o paciente s oacute; deve fazer a vasectomia se tem certeza que n atilde;o quer mais ter filho. Se ele tem alguma d uacute;vida, o ideal eacute; utilizar outros m eacute;todos que n atilde;o sejam definitivos rdquo;, declara.

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ldquo;Homens procuram ajuda quando est atilde;o no limite rdquo;, diz fisioterapeuta
E n atilde;o s atilde;o somente em casos m eacute;dicos que os homens deixam de procurar ajuda, mesmo para preven ccedil; atilde;o. Em tratamentos fisioterap ecirc;uticos a situa ccedil; atilde;o eacute; semelhante. A fisioterapeuta T acirc;nia Mara da Silva, propriet aacute;ria da Cl iacute;nica de Fisioterapia Fisiomar, diz que seu p uacute;blico eacute; principalmente formado por mulheres, apesar de que a quantidade de homens est aacute; aumentando. Entretanto, os homens, em muitos casos, s oacute; procuram ajuda quando est atilde;o no limite da dor. ldquo;Tem aumentado muito as queixas de dor lombar, lombalgias, principalmente no sexo masculino, devido agrave; correria do dia-a-dia, agrave; m aacute; postura e ao sedentarismo. Muitos pacientes n atilde;o se preocupam em realizar atividades f iacute;sicas e cuidar da postura e quando a crise aparece, pensam que s oacute; a cirurgia eacute; solu ccedil; atilde;o e acabam n atilde;o procurando tratamento espec iacute;fico para a coluna rdquo;, afirma.
A profissional ressalta que a maioria dos pacientes que procura tratamento fisioterap ecirc;utico j aacute; passou por crises fortes de dor lombar. ldquo;Muitos relatam que desde a inf acirc;ncia realizavam atividades pesadas, como na agricultura, resultando em muita sobrecarga para a coluna. Hoje a maioria sofre de h eacute;rnia de disco e altera ccedil; otilde;es degenerativas nas v eacute;rtebras lombares rdquo;, aponta, acrescentando: ldquo;H aacute; uma grande necessidade de incentivar os meios de preven ccedil; atilde;o, como exerc iacute;cios de alongamento, fortalecimento muscular e uma reeduca ccedil; atilde;o postural, para que se obtenha uma melhor qualidade de vida rdquo;, enfatiza.

Pilates
Segundo a fisioterapeuta rondonense, o pilates existe hoje como uma oacute;tima op ccedil; atilde;o de atividade f iacute;sica. Ela explica que o m eacute;todo estimula a circula ccedil; atilde;o, melhora o condicionamento f iacute;sico geral, a flexibilidade, o fortalecimento, a respira ccedil; atilde;o e o alinhamento corporal. ldquo;Todos esses benef iacute;cios citados ajudam a prevenir e reduzir riscos de uma futura les atilde;o, proporcionando inclusive al iacute;vio de dores cr ocirc;nicas. Ou seja, o m eacute;todo pilates eacute; particularmente utilizado para reabilita ccedil; atilde;o de problemas como, por exemplo, os da coluna. Ele fortalece, alonga e equilibra toda a musculatura que envolve a coluna vertebral, alinhando e descomprimindo tens otilde;es na mesma. Ajuda, ainda, a aliviar pin ccedil;amentos e compress otilde;es de disco (h eacute;rnia de disco). Esta descompress atilde;o facilita e estimula a circula ccedil; atilde;o na regi atilde;o com problemas rdquo;, explica.

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