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Perspectivas para 2º semestre não são nada animadoras

Se de um lado h aacute; muito produtor comemorando o clima favor aacute;vel, que vai garantir uma boa produtividade de milho safrinha, de outro as not iacute;cias quanto aos pre ccedil;os n atilde;o s atilde;o nada animadoras. Analistas acreditam que a partir do segundo semestre a cota ccedil; atilde;o de milho e soja deve ter uma queda. E o motivo eacute; bem simples: a previs atilde;o eacute; de um grande ac uacute;mulo nos estoques mundiais dos gr atilde;os.
Isto porque o clima tem sido favor aacute;vel nos pa iacute;ses produtores, incluindo os Estados Unidos, onde nenhuma anormalidade foi registrada na safra americana. Como consequ ecirc;ncia, os estoques mundiais est atilde;o muito altos, tanto de soja como principalmente de milho e trigo. O alerta eacute; do chefe do n uacute;cleo regional de Toledo da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), Jo atilde;o Luis Raimundo Nogueira. ldquo;O produtor tem que ficar de olho na demanda e no mercado futuro. Qualquer movimento que existe, principalmente dos pa iacute;ses que s atilde;o os maiores consumidores, leia-se China, reflete nos pre ccedil;os rdquo;, comenta.
No Brasil, segundo Jo atilde;o Luis, a perspectiva eacute; de que a produtividade seja muito boa de milho safrinha, tendo em vista que o clima foi ben eacute;fico para a cultura. ldquo;Estamos fazendo junto com os t eacute;cnicos do Deral (Departamento de Economia Rural) uma estimativa de que a safrinha de milho pode at eacute; nos surpreender positivamente. Visitamos a regi atilde;o e j aacute; estamos trabalhando com essa perspectiva de um aumento na produtividade, maior ainda em rela ccedil; atilde;o agrave; expectativa que t iacute;nhamos rdquo;, revela.

Milho safrinha
Nos munic iacute;pios de atua ccedil; atilde;o do n uacute;cleo da Seab, a expectativa era de que a produtividade de milho safrinha ficasse em 1,388 milh atilde;o de toneladas. O chefe regional do n uacute;cleo, por eacute;m, destaca que com o clima extremamente favor aacute;vel a certeza eacute; de que esta estimativa deve ser superada. ldquo;A produtividade estimada eacute; de 4,6 mil quilos por hectare, mas acreditamos que ser aacute; maior que isso rdquo;, afirma.
No Mato Grosso, por sua vez, foram registrados alguns problemas com a safrinha. Mesmo assim a aacute;rea cultivada com o milho teve aumento de 16% naquele Estado. ldquo;Ent atilde;o teremos uma produ ccedil; atilde;o maior em fun ccedil; atilde;o da aacute;rea. Isso tudo pressiona os pre ccedil;os para baixo rdquo;, aponta.

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Trigo
Em rela ccedil; atilde;o ao trigo, os estoques s atilde;o os mais altos historicamente no mundo todo. No quadro do Deral, em plena entressafra, o gr atilde;o continua sem pre ccedil;o. ldquo;Imagina a hora que a safra estiver sendo colhida. Eacute; muito preocupante rdquo;, comenta Jo atilde;o Luis.
De acordo com ele, foi constatado que na regi atilde;o a aacute;rea cultivada com trigo s oacute; foi um pouco maior do que no ano passado em fun ccedil; atilde;o de que houve um atraso na colheita da soja e n atilde;o houve tempo h aacute;bil para que produtores plantassem uma aacute;rea maior de milho safrinha. ldquo;O produtor se viu obrigado a plantar o trigo, mesmo sem grandes expectativas rdquo;, lamenta.
Para piorar ainda mais a situa ccedil; atilde;o, na uacute;ltima semana o Conselho Monet aacute;rio Nacional (CMN) divulgou a not iacute;cia de que, a partir de 1 ordm; de julho, o pre ccedil;o m iacute;nimo do trigo ser aacute; reajustado. Na regi atilde;o Sul, durante a safra 2010/2011, a cota ccedil; atilde;o vai variar de R$ 19,20 o trigo brando tipo 3, a R$ 29, 97 o trigo melhorado tipo 1. No entanto, neste uacute;ltimo caso, por exemplo, o custo operacional est aacute; em R$ 32,20. Isso significa que o produtor vai trabalhar no preju iacute;zo.
ldquo;O produtor, de trigo principalmente, depende muito dos instrumentos de comercializa ccedil; atilde;o do governo. Essa not iacute;cia veio com a safra j aacute; em andamento e eacute; lament aacute;vel. N atilde;o eacute; o que n oacute;s, da Secretaria de Agricultura, quer iacute;amos, pois o pre ccedil;o m iacute;nimo era uma garantia de rentabilidade para o produtor rdquo;, destaca o chefe da Seab.

Conselho
Enquanto as not iacute;cias ruins rondam o setor agr iacute;cola, o produtor precisa ficar de olho no mercado futuro, no mercado de op ccedil; otilde;es e na demanda, alerta Jo atilde;o Luis. ldquo;O agricultor tem que observar n atilde;o s oacute; o que acontece no Brasil, mas no mercado externo tamb eacute;m, e os reflexos disso nas bolsas de mercadoria. O produtor que n atilde;o est aacute; endividado e tem a oportunidade deve fazer as vendas escalonadas. J aacute; o produtor que tem d iacute;vidas e est aacute; pagando juros eacute; prefer iacute;vel vender o produto, mesmo com pre ccedil;o baixo rdquo;, aconselha o chefe da Seab.

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