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Marechal Desdobramento

Abracrim rebate explicações e diz que advogado de vereador rondonense teve direitos violados

Foto: Arquivo/OP

 

O caso envolvendo o advogado Marcio Berti e o Gaeco tem gerado grande repercussão. A história ganhou novo desdobramento com a manifestação da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), cujo representante regional é o advogado Luiz Fernando de Vicente Stoinski.

Na quinta-feira (15), foi exibida carta de repúdio assinada por mais de 190 advogados, por conta do suposto vazamento de diálogo entre advogado e seu cliente Nilson Hachmann, no âmbito da Operação “Pula-Pula”. O vereador rondonense Hachmann foi preso em maio, solto alguns dias mais tarde e desde então está afastado das suas funções.

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Após a divulgação, o coordenador do Gaeco, Leonir Battisti, e a Associação do Ministério Público se manifestaram, dizendo que não houve violação de prerrogativas profissionais. Uma nota de esclarecimento foi emitida na tarde de sexta-feira (16) à imprensa de toda região.

Diante dos posicionamentos, a Abracrim voltou a afirmar que houve sim vazamento e desrespeito a legislação que garante sigilo das conversas entre advogado e cliente.

“Não se desconhece que durante qualquer investigação haverá captação dos diálogos de todos aqueles que mantiverem contato com o investigado, todavia, por se tratar de diálogo protegido por sigilo profissional, tais conversas não deveriam ter sido trazidas a investigação, muito menos ter sido extraídas as conversas mantidas em aplicativos de mensagens que, ao nosso ver, estão igualmente acobertadas pelo sigilo”, afirmou Stoinski.

Segundo ele, o processo ainda estava em nível de sigilo público, permitindo que qualquer pessoa visualizasse seu conteúdo integralmente.

“Não foi o advogado Marcio Berti que deu publicidade a processo sigiloso, pois nem sequer sigiloso o processo era; em segundo lugar, o ato de dar qualquer publicidade e requerer assistência da OAB e da Abracrim se fez necessário para demonstrar o tamanho do absurdo que se pretende parecer normal (e não é – ou ao menos não deveria ser)”, complementou o representante da Abracrim.

 

Com CGN

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