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Marechal

Leilão de plantas industriais da Faville deve arrecadar R$ 30 milhões

Aproximadamente um mês após realizar o pagamento dos credores extraconcursais do Grupo Zadville – falido ainda no ano de 2013 – e de 60% dos valores devidos aos credores trabalhistas, o que rendeu aos ex-funcionários da Faville o recebimento de R$ 6,9 milhões, o Poder Judiciário, através da Vara Cível e da Fazenda Pública da Comarca de Marechal Cândido Rondon, programou para quarta-feira (05) o primeiro leilão de duas unidades fabris, além de imóveis e veículos pertencentes ao grupo. A segunda data é 27 de julho. Ambos os leilões serão realizados às 14 horas, tendo por local o Tribunal do Júri do Fórum da Comarca.

De acordo com o juiz da Vara Cível e da Fazenda Pública, Luiz Fernando Montini, a previsão é de que sejam arrecadados R$ 30 milhões para dar continuidade ao pagamento dos credores. “A nossa expectativa neste segundo momento com o leilão da unidade fabril de Marechal Cândido Rondon é leiloar a primeira praça por R$ 25 milhões ou por R$ 22,6 milhões. A unidade fabril de Goioerê vai a leilão por R$ 3,5 milhões na primeira e por R$ 3,181 milhões na segunda praça”, menciona. “Também temos dois apartamentos da Rua Sergipe com valor de R$ 180 mil cada, mais oito terrenos situados no Loteamento Residencial Parque Ecológico ao valor de R$ 135 mil cada”, acrescenta.

Casa do eletricista MINIESCAVADEIRA

Montini explica que os veículos remanescentes incluídos na pauta serão vendidos pela Tabela Fipe, com depreciação entre 10% e 20%. “Essa diferença é justamente porque os veículos estavam parados, então isso acontece para incentivar os licitantes. Os veículos são Uno, Corsa Classic, Saveiro, caminhões e trator”, informa.

 

Próximos passos

Conforme o magistrado, o objetivo é de que todos os bens sejam arrematados já na primeira praça, “mas a gente sabe, devido ao momento (econômico) do país e pelo valor vultuoso, que dificilmente alguém vai arrematar tudo isso na primeira praça, mesmo que sejam vários compradores. Justamente por isso é designada a segunda. A expectativa é de que após as vendas, seja na primeira ou na segunda praça, esse dinheiro possa retornar ao caixa da falência para atender aqueles que têm prioridade”, enfatiza.

A considerar que o pagamento dos credores extraconcursais já foi realizado, o próximo passo após arrecadar valores com o leilão é efetuar o pagamento dos 40% restantes aos ex-funcionários, o que representa algo em torno de R$ 4,6 milhões. “O total do crédito trabalhista era de R$ 11 milhões, sendo que os 60% corresponderam a cerca de

R$ 6,9 milhões, portanto os 40% devem somar R$ 4,6 milhões. Assim que houver arremate de qualquer uma das unidades fabris e dos veículos, se tiver dinheiro em caixa suficiente, a prioridade é pagar os ex-funcionários e dar prosseguimento ao caso. Depois vem o crédito tributário, credores com garantia real e por fim os quirografários”, enumera.

 

Processos

Dos 9,5 mil processos que tramitam na Vara Cível e da Fazenda Pública, apenas o processo envolvendo pendências relacionadas com a falência da Faville soma 4,8 mil movimentos, alcançando algo próximo de 40 mil páginas.

“Quanto à classificação existem empresas tentando salvaguardar os seus direitos e que por isso entraram com vários processos. Não é só o processo principal; há vários incidentes. Tem um credor que forneceu uma mercadoria e que teoricamente seria um credor quirografário – iria receber por último -, mas ele entra com incidente e diz: ‘olha juiz, eu forneci insumos para que a empresa trabalhasse, então por essa razão o meu crédito é privilegiado, ele é um crédito extraconcursal’. Há vários incidentes em que nós estamos discutindo a classificação dos créditos. Além do tamanho do processo em si, existem outros 38 processos e pedidos incidentais que também estão pendentes de análise”, finaliza o juiz.

 

R$ 110 milhões para trás

Embora não seja revelado de maneira oficial, informações de bastidores dão conta de que mesmo que o leilão resulte no maior faturamento possível, ainda assim todo o valor arrecadado seria insuficiente para fazer frente a todas as despesas do Grupo Zadville. As dívidas estariam próximas de R$ 160 milhões, cuja previsão total de arrecadação é de R$ 50 milhões desde os leilões realizados – que renderam R$ 19 milhões – no ano de 2014 até o futuro leilão, ou seja, um montante estimado em R$ 110 milhões tende a ficar para trás. A maioria desse valor considerável compreenderia impostos e direitos de inúmeros credores sem garantia.

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