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Marechal

Marechal Cândido Rondon atrai multinacional

 

Joni Lang/OP

A Candon tem oito anos de atividades em Marechal Rondon: empresa jovem e promissora

Fundada no ano de 2008 e com sede em Marechal Cândido Rondon, a Candon Aditivos para Alimentos teve parceria oficializada com a empresa Palsgaard S/A. Desta forma, a empresa sediada na Dinamarca e com plantas industriais distribuídas em diversos locais do mundo se torna acionista majoritária da Candon, especializada na elaboração de aditivos como emulsificantes, entre outros. No total, a Palsgaard adquiriu 56% das ações da Candon.

A Candon é a primeira empresa genuinamente rondonense a ser adquirida majoritariamente por uma multinacional. Assim sendo, em breve passará a se chamar Palsgaard Candon S/A, cuja sede continuará no município. Com isso, a empresa também atuará na exportação de produtos.

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Outras empresas instaladas no município exportam seus produtos há vários anos, realizando inúmeros investimentos em inovação e controle de qualidade. Entre elas estão a Unidade Industrial de Aves da Copagril, Sooro e Alibra, esta última com matriz em Campinas (SP).

A Unidade de Aves da Copagril tem parceria com a Astrea, uma empresa brasileira formada por proprietários estrangeiros. A Alibra tem parceria com empresas multinacionais, sendo que a unidade fabril local pode ter sua titularidade transferida a Marechal Rondon. Outra empresa que exporta produtos é a Sooro, aberta no município.

Conforme dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), empresas com sede em Marechal Rondon foram responsáveis por movimentar no ano de 2016 US$ 73.078.640 com a exportação de produtos para 30 países de todos os continentes, contribuindo significativamente para a geração de empregos e renda, assim como para a balança comercial brasileira. O município importou US$ 25.413.863. A diferença de saldo entre exportação e importação atingiu US$ 47.664.777.

Os principais destinos das exportações rondonenses no ano passado foram Japão, China, Bolívia, Emirados Árabes Unidos e Alemanha. Do total exportado aos 30 países, US$ 51.754.554 são relativos a produtos como aves. Já em relação aos setores, US$ 69.788.217 correspondem a bens de consumo não duráveis e duráveis,

US$ 3.254.941 são bens intermediários, enquanto outros US$ 35.482 são bens de capital.

 

Atividades

A Candon iniciou suas atividades com seis funcionários; atualmente conta com uma equipe de 30 profissionais, tendo como público-alvo o mercado nacional. Os produtos desenvolvidos pela empresa são pré-misturas, emulsificantes, enzimas, gorduras em pó, ingredientes especiais e ativos encapsulados. O mercado consumidor dos produtos Candon é composto por moinhos, indústrias de panificação, biscoitos, massas e alimentos em geral.

As matérias-primas como amidos de arroz, de mandioca, milho e farinha são adquiridos em Marechal Rondon e no Paraná. Dos demais insumos utilizados, grande parte é importada diretamente de países onde estão instaladas indústrias especializadas em certas cadeias de emulsificantes e princípios ativos.

 

Parceria

Em entrevista ao Jornal O Presente, Marlise Ricardi, uma das sócias da Candon, destaca que há muitos anos a Palsgaard estava buscando uma empresa para formalizar parceria, adquirir ou instalar planta com a intenção de atuar na América Latina. Eles haviam ensaiado parcerias com outras empresas, contudo não evoluíram. Na Candon foi constatado que além do mercado já formalizado, o que mais chamou atenção foi a tecnologia empregada e os produtos com diferenciais no mercado, uma vez que as outras empresas não tinham a mesma expertise em tecnologia de produtos e processos industriais, ressalta.

Segundo ela, o contato e negociação com a Palsgaard aconteciam desde 2014. No fim do ano passado a negociação foi concluída, atendendo aos anseios de ambas as partes e, principalmente, atendendo ao objetivo de crescimento de mercado nacional e internacional, com produtos ainda mais avançados tecnologicamente, ou seja, um importante benefício para a comunidade em geral de Marechal Rondon e região, para todas as pessoas envolvidas hoje e que ainda serão envolvidas no processo, destaca.

 

Transição

Marlise está empenhada no processo de transição das atividades administrativas para a nova equipe, uma vez que permanecerá atuando na Candon até o fim de fevereiro, se desligando na sequência. Isso acontecerá porque a empresária rondonense negociou a totalidade das suas ações com a Palsgaard, enquanto o sócio Cassandro Rufino continuará como sócio-administrador.

A empreendedora está muito feliz com a operação realizada, pois entende que ajudou a construir uma história de sucesso, especialmente quando se trata de atrair uma empresa desse porte, que tem em comum com a Candon a cultura organizacional de seriedade nos negócios, qualidade nos produtos, segurança alimentar e respeito pelas pessoas. Pelo que conhecemos em visita à matriz da Palsgaard, na Dinamarca, temos certeza de que vão agregar ainda mais conhecimento e valor ao legado construído até aqui. Acompanharei de perto e com muito orgulho todo o sucesso que este empreendimento terá com esta parceria, enfatiza.

 

Novo gestor

O sócio-administrador Cassandro Rufino permanece atuando na empresa rondonense, que ingressa no status de multinacional. Rufino terá 44% das ações da empresa e desempenhará a função de gestor administrativo (CEO). Segundo ele, a negociação iniciada em 2014 foi concretizada em novembro de 2016. Despertou interesse na Palsgaard devido a algumas questões tecnológicas que a Candon possui no seu portfólio de trabalho. Nós chegamos ao acordo após um período de discussão técnica e de valores, explica. A Palsgaard é uma multinacional especializada na elaboração de emulsificantes alimentícios e tem 108 anos de fundação, sendo uma das empresas mais tradicionais e antigas deste setor no mundo. Nós tínhamos negócios em comum, pois comprávamos matérias-primas nessa empresa, além do processo de exclusão de emulsificantes que é o mesmo dominado pela Palsgaard. Através dessa sinergia de trabalho em comum, o presidente da Palsgaard veio com a parte técnica a Marechal Rondon conhecer melhor quem era a Candon, demonstrando interesse por realizar algum tipo de parceria ou negócio, menciona.

Rufino revela que a Candon já está no processo de integração com a Dinamarca. Viajamos recentemente para lá, onde passamos uma semana conhecendo todo processo e a forma como os dinamarqueses trabalham. A gente observou muitas coisas em comum com o país, sendo a Candon uma empresa jovem em termos administrativos, pois tem apenas oito anos frente a uma empresa com 108 anos. Eu acredito que a gente tem muito a aprender, mas a principal questão é que a Palsgaard é uma empresa muito responsável com relação ao meio ambiente, além do mais o mais importante para a Palsgaard são as pessoas. Temos muito a aprender e evoluir em termos administrativos e tecnológicos, o que vai beneficiar todos os nossos colaboradores. A gente vê esta parceria como muito positiva, vislumbrando um futuro brilhante, diz.

 

Avanço

Conforme Rufino, são vários fatores positivos envolvidos na vinda da gigante Palsgaard a Marechal Rondon e ao Brasil. As discussões ainda são muito recentes, mas eles já sinalizaram inclusive a possibilidade de ampliação de parques fabris, de avanço de processos, de trazer novas tecnologias, o que ainda é muito novo. Com relação à exportação, a estratégia é de que sejamos a empresa responsável por atender as américas com inúmeras linhas de produtos, o que envolve toda a América Latina em países como Brasil, Chile, Argentina, México, e Estados Unidos, na América do Norte, comenta.

Segundo ele, a Palsgaard tem plantas industriais distribuídas pelo mundo, sendo elas as responsáveis pelo atendimento em determinadas áreas. O nome de Marechal Rondon será levado a muitos outros países através de produtos de grande qualidade. Tal parceria é positiva pelo avanço tecnológico e pela demanda de pessoas qualificadas para trabalhar com esta parte, mesmo porque a Palsgaard é uma empresa de química avançada, então ela vai trazer alguns processos que para nós são um ganho muito grande em termos de conhecimento, finaliza Rufino.

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