Marechal Mobilização

ONG Arca de Noé promove abaixo-assinado em Marechal Rondon

Tesoureira da ONG Arca de Noé, empresária Rosemari Lamberti: “Com a coleta significativa de assinaturas, queremos ganhar força e cobrar para que a lei entre em vigor” (Foto: O Presente)

Para muitas pessoas os fogos de artifício são sinônimo de festa e alegria, porém, para os animais de estimação eles representam medo e estresse. Isso acontece porque cães e gatos, por exemplo, possuem a audição mais aguçada que a dos humanos e, consequentemente, são mais sensíveis ao barulho.

Em vista disso, situações envolvendo acidentes com animais, que acabam se machucando devido ao som ensurdecedor ocasionado pela queima de fogos, ganham cada vez mais notoriedade país afora. Em Marechal Cândido Rondon não é diferente. Tanto que a ONG Arca de Noé está promovendo um abaixo-assinado para encaminhar ao Poder Legislativo a fim de pedir a fiscalização e proibição do uso de fogos de artifício e rojões que causem barulhos e estouros no município.

Casa do Eletricista – Clorador Agosto

 

JÁ EXISTE LEI

A tesoureira da ONG, empresária Rosemari Lamberti, conta que entrou em contato com alguns vereadores para se informar como deveria proceder, no caso de um abaixo-assinado, e disse ter sido orientada de que o documento precisaria de pelo menos 1,8 mil assinaturas para ter respaldo junto à Câmara de Vereadores.

Nesse percurso, Rosemari descobriu que já existe uma lei municipal (nº 3193) que trata do assunto, a qual foi promulgada no dia 09 de abril de 1999, mas que ainda não está sendo executada. “A lei existe, contudo, não existe fiscalização, não existe punição”, lamenta.

Diante disso, ela menciona que a ONG pretende mobilizar a comunidade a fim de que a lei entre, de fato, em vigor. “Com a coleta significativa de assinaturas, queremos ganhar força e cobrar para que a lei entre em vigor. Mostrando que existe um grande número de pessoas que não estão contentes com a questão dos fogos, e sabendo que essa lei existe, poderemos pressionar para que o Poder Executivo faça com que a lei funcione. Essa é a nossa intenção”, ressalta.

Consciente de que o resultado da iniciativa pode não ser imediato, a tesoureira da Arca de Noé enaltece que a expectativa é de que, ao menos, surta efeito no ano que vem. “Sei que neste fim de ano nós não vamos conseguir mudar isso, mas pelo menos ganhar força para que no ano que vem possamos fazer algo diferente, fazer essa realidade acontecer e funcionar”, pontua.

 

ASSINATURAS

O abaixo-assinado atualmente já tem em torno de 1,8 mil assinaturas, contudo, o objetivo é ultrapassar esse número.

“Essa petição precisa muito de assinaturas. Já estamos com quase 1,8 mil, mas quanto mais, melhor”, enfatiza a empresária.

 

COMO PARTICIPAR

Há duas formas de participar: assinando a petição via internet, no link http://chng.it/kZthQpNq, ou então o abaixo-assinado impresso, que está disponível no asilo, em hospitais ou na sede da ONG Arca de Noé.

 

OUTRAS CONSEQUÊNCIAS

Rosemari destaca que não somente os animais sofrem com o barulho dos fogos de artifício, mas também pessoas acamadas, com deficiências, idosos e crianças, as quais podem passar por situações complicadas devido aos impactos dos estouros e explosões, como ataque epilético, ataque cardíaco e desnorteamento. “É algo que não soma nada para o nosso município. Pelo contrário, as pessoas se machucam, as pessoas vão para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e o governo municipal ainda tem que bancar os custos disso”, enaltece.

 

QUASE UNANIMIDADE

A empresária diz que mobilizações contra o uso de fogos de artifício estão ocorrendo em vários municípios, não só em Marechal Rondon. “Tenho recebido comunicados de muitas cidades que também estão lutando por essa lei e de cidades que proibiram os fogos. É quase unânime essa questão. Não tem por que nós também não aderirmos a isso para trazer um bem maior para as pessoas”, aponta, acrescentando: “Quando há jogos de futebol também é uma loucura. Nós já recolhemos animais machucados, outros que se perderam. Então, são coisas desnecessárias, não somam em nada”.

 

O QUE FAZER?

Com o Natal e o ano novo se aproximando, a preocupação principalmente de donos de cães aumenta. Afinal, como fazer para que esses animais não se descontrolem na hora dos fogos de artifício?

Rosemari sugere: “Procure deixá-los em um lugar seguro, fechado, para que não possam sair e correr. Há orientações para enrolar uma faixa, mas não recomendo porque já vi situações em que o cachorro acabou se machucando. Os meus eu deixo em um ambiente fechado, um quarto, ligo uma televisão, um som que possa abafar o ruído de fora, e se a pessoa puder estar junto melhor ainda, porque daí o cachorro vai se sentir seguro”, compartilha, ampliando: “Se o animal precisar ficar sozinho é melhor não amarrá-lo”.

 

O Presente

TOPO