Marechal Problemas técnicos

Prefeito explica por que a obra na rodovia São Roque/Margarida ainda não começou

Prefeito Marcio Rauber: Eu não vou investir mais de R$ 2 milhões em uma obra mal executada para depois de seis meses termos problemas” (Foto: O Presente)

O prefeito de Marechal Cândido Rondon, Marcio Rauber, concedeu uma entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (11) para falar sobre o recapeamento asfáltico da rodovia que liga as sedes dos distritos de São Roque e Margarida, assunto que motivou, na manhã de hoje, uma manifestação na região da Linha São Bernardo, onde um grupo de moradores da localidade bloqueou o trecho e cobrou explicações por parte da municipalidade em relação ao processo licitatório para a obra, que teria sido realizado há aproximadamente seis meses, mas os trabalhos ainda não foram iniciados.

“Me parece que a questão era muito simples e foi resolvida de uma forma muito simples. Os moradores buscavam a solução de uma obra que nós (da prefeitura) queremos executar naquela estrada, que há muito tempo está abandonada, e que a cada dia que passa têm suas condições de trafegabilidade pioradas. Nós fizemos um projeto de recapeamento asfáltico nos mesmos moldes que fizemos de Marechal Cândido Rondon a Margarida. Fizemos o devido processo licitatório e contratamos a empresa. Coincidentemente ou não, hoje o engenheiro responsável por essa empresa é o mesmo engenheiro que há 30 anos era do DER e trabalhou no estudo da obra que foi executada na primeira eleição que foi feita em Marechal, ou na eleição do prefeito Ilmar (Priesnitz). E naquela oportunidade detectaram que o solo, que é a base, tinha problemas. Para nós foi importante. Isso só aconteceu por uma coincidência de hoje ainda ser o engenheiro da empresa que ganhou o processo licitatório, que não é a mesma empresa que ganhou de Marechal Cândido Rondon a Margarida. Eles nos alertaram que naquela base tinha um problema. Então pegamos nossa equipe, a equipe da empresa e foi feita uma demarcação naquela rodovia de pontos de solo argiloso. Está demarcado onde deve ser feita correção antes de se fazer o novo recapeamento asfáltico”, declarou, na oportunidade.

 

Projeto alterado

De acordo com o prefeito, o projeto foi alterado. “O projeto foi elaborado para sete metros (de largura). Nós reduzimos para seis e aumentamos a espessura. E precisamos fazer um trabalho diferenciado nesses pontos onde a base está mais danificada. Segundo os engenheiros, executando a obra em cima da base que hoje está lá nós teríamos problemas nesses pontos logo, logo”, mencionou, acrescentando: “Por isso nós alteramos o projeto e vamos primeiro dar uma atenção nesses pontos para depois executar o recapeamento com um centímetro a mais de espessura nos seis metros (de largura) para dar mais qualidade à obra”, afirmou.

Conforme Rauber, é preciso entender que tudo demanda tempo. “Nesse meio tempo todo, desde a licitação até esses estudos técnicos, houve o aumento de preço do produto do CAP, que é um dos elementos que compõem (o recapeamento). Então a empresa, por conta da alteração do projeto, do aumento da espessura e do aumento do valor do CAP, pediu um realinhamento de preço. Isso tudo está tramitando à iniciativa métrica, respeitando os prazos legais. E quando a equipe técnica da prefeitura e a equipe do jurídico disserem se cabe ou não o realinhamento, a empresa decidirá se será executada ou não a obra. Se ela disser que executa, a obra inicia; se ela disser que não pode executar por esses valores, e o prefeito não pode pagar simplesmente o valor que ele quer ou a empresa quer, precisa passar por análise técnica da engenharia e do jurídico da prefeitura. Sendo assim, se a empresa disser que executará nos termos do realinhamento, daquilo que for autorizado ou não, é iniciada a obra. E se ela disser que não pode, que não tem condições, que ela terá prejuízo ou que ela não consegue, outrem que ela não pode dar garantia pelo serviço, nós rescindiremos o contrato e faremos uma licitação nova para executar a obra”, reforçou.

Prefeito Marcio Rauber: “Alteramos o projeto e vamos primeiro dar uma atenção nesses pontos para depois executar o recapeamento” (Foto: O Presente)

 

R$ 2 milhões

O prefeito declarou que ouviu lideranças da manifestação dizendo ser necessário fazer greve para ter recursos. “Isso não é verdade. Tanto é que muito antes o processo licitatório já começou e já encerrou. O investimento é grande, são mais de R$ 2 milhões que nós temos graça à economia que fizemos no ano de 2017 e estamos investindo essas economias nas mais diversas áreas do nosso município, e a infraestrutura rural é uma delas”, enalteceu.

Rauber considera que a reivindicação precisa ser respeitada porque é uma opinião das pessoas. “Eu teria vindo à prefeitura pedir informações. Mas preferiram fazer uma paralisação, e precisamos respeitar a opinião de cada um”, ressaltou.

De acordo com o mandatário, após diálogo com uma equipe da prefeitura, dúvidas foram esclarecidas e o grupo de manifestantes desbloqueou a passagem pela rodovia, no trecho da Linha São Bernardo. “Muitas declarações de insatisfação vêm de por parte de moradores que estão vivendo de promessas há muito tempo, não cabendo à gestão atual. Isso cabe àqueles que prometeram por muito tempo fazer e não fizeram. Nós não prometemos, fizemos o primeiro trecho para Margarida, e antes de qualquer movimento deles nós licitamos a obra e não executamos por problemas técnicos que eu citei”, mencionou.

“Infelizmente aquela região ficou abandonada por muito tempo. Tiveram vice-prefeito por oito anos, vereadores e secretário que viram a necessidade das obras de lá, mas não fizeram. Se eu morasse lá, talvez iria participar do movimento, pois as pessoas daquela localidade estão sendo enroladas por muitos anos pelas gestões que nos antecederam. Nós temos compromissos, nós assumimos, realizamos e cumpriremos nos termos com o que for melhor para aquela estrada. Eu não vou investir mais de R$ 2 milhões em uma obra mal executada para depois de seis meses termos problemas”, ampliou.

Rauber comentou que se for necessário esperar mais uns meses, assim será feito. “Se tivermos que esperar mais um, dois ou três meses ou meio ano para realizar bem feita a obra, para ela ter uma durabilidade grande, é o que nós vamos fazer porque aquela população merece o carinho e a atenção da administração do nosso município”, finalizou.

 

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