Brincando na Praça 2019
Marechal Perigo

Produtores rurais devem ficar em alerta para surto de raiva, alerta chefe da Adapar

Chefe da Adapar em Marechal Rondon, médico veterinário Nilson de Freitas Gouveia: “O produtor deve estar atento para animais mordidos por morcegos, presença de abrigos de morcegos e animais com sinais da doença evoluindo para a morte, em média de um a sete dias” (Foto: Arquivo/OP)

O recente surto de raiva no Estado fez com que a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) emitisse um alerta, que destaca a importância de o pecuarista vacinar seu rebanho contra a doença. Até o início de agosto, foram comprovadas 45 mortes de animais (39 dos quais eram bovinos) em decorrência deste mal. Trata-se de uma doença incurável, que ataca o sistema nervoso dos animais, levando-os à morte. O estado de vigilância se torna ainda maior pelo fato de a raiva ser considerada uma zoonose, ou seja, moléstia que pode ser transmitida ao ser humano.

De acordo com a Adapar, os focos confirmados de raiva ocorreram em diversas áreas do Paraná, mas o Sudoeste é um dos pontos críticos. Só no município de Ampére foram cinco casos confirmados. Cidades próximas, como Dois Vizinhos e Santo Antônio do Sudoeste, também tiveram animais mortos em decorrência da raiva. Além de bovinos, constam na lista dos mais suscetíveis os equinos, suínos, ovinos e caprinos.

Casa do Eletricista ESCAVAÇÕES

Na jurisdição da Adapar de Marechal Cândido Rondon, que também abrange Quatro Pontes, Mercedes, Pato Bragado e Entre Rios do Oeste, o último foco registrado foi em 2012, explica o chefe local, médico veterinário Nilson de Freitas Gouveia. Mas ele reforça o alerta em função da situação estadual, especialmente porque a raiva é uma doença transmitida para o ser humano e é fatal, tanto para animal, como para o homem.

“O produtor deve estar atento para animais mordidos por morcegos, presença de abrigos de morcegos e animais com sinais da doença evoluindo para a morte, em média de um a sete dias”, ressalta Gouveia, ao destacar os principais sinais, como sintomas nervosos (salivação, tremores musculares, andar cambaleante e paralisia) e ainda morte súbita. Situações que devem ser informadas imediatamente para a Adapar, assim como a notificação de mordedura de morcegos e presença de abrigos de morcegos na propriedade.

Ele ressalta que a Adapar controla a população dos morcegos nos abrigos cadastrados e faz aplicação de pasta vampiricida nos animais mordidos. “Por isso é de grande importância a notificação, o diagnóstico e controle do foco”, diz.

Se o produtor identificar um possível caso, deve fazer o isolamento imediato do animal e comunicar a Adapar. “A vacinação é obrigatória para todas as propriedades em um raio de 12 quilômetros em linha reta do foco – todos os bovinos, caprinos e equinos, com vacinação específica para cada espécie”, expõe.

 

 

O Presente

TOPO