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Marechal

Rondonense Sangue Bom

Com nove meses de atuação celebrados ontem (04), a cada novo dia, a Associação Sangue Bom de Marechal Cândido Rondon conquista novos rondonenses dispostos a ajudar o próximo.

Idealizada há cerca de três anos pelo empresário rondonense Wilmar Güttges, que preside a entidade, além de já ter angariado os dois mil cadastros de pessoas dispostas a doarem sangue àqueles que precisam, a atuação voluntária em prol da comunidade regional também reconheceu Güttges como “Personalidade do Ano” durante o Prêmio Marechal 2017, pelo trabalho realizado à frente da Associação Sangue Bom. “Nossa finalidade é, primeiro, encontrar doadores para atender as pessoas que precisam, mas não encontram doadores de sangue. Depois, temos como objetivo dar encaminhamento a esses doadores até o Banco de Sangue de Toledo, que hoje é uma das maiores dificuldades”, explica o presidente da entidade.

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“O que fez me envolver de cabeça no projeto foi quando meu pai precisou de sangue para repor o que ele tinha recebido, minha família teve bastante dificuldade de encontrar doadores, então acabei levando a ideia ao Lions Club, que é meu clube de serviço, que prontamente acatou a ideia e tocou em frente”, explica.

Güttges relata, porém, que não pensou que haveriam tantas dificuldades para oficializar a Associação Sangue Bom. “Tivemos dificuldade para encontrar o local, depois, por ser um local público, a autorização para usufruir do espaço e em seguida as reformas, da parte elétrica e pintura, para as quais demandamos da ajuda de várias empresas, já que atuamos voluntariamente como associação, exceto pela secretária que faz expediente para atender ao público”, pontua.

 

Querer não é tudo

“Repor” o sangue na Unidade de Coleta e Transfusão (UCT) – Banco de Sangue de Toledo significa que uma pessoa ou seu familiar precisou de transfusão de sangue e o recebeu de forma gratuita. “Porém, essa pessoa tem uma obrigação moral de fazer a devolução para ajudar outra pessoa e isso é levado muito a sério, por isso sempre dão um jeito e ‘pagam’ o sangue utilizado ao Hemocentro”, comenta Güttges.

A vontade de doar, no entanto, nem sempre é suficiente. Despender de tempo e meio de transporte para ir de Marechal Rondon até Toledo, onde está localizado o Banco de Sangue, é o principal empecilho para que as doações aconteçam. E é neste meio de campo que a Associação Sangue Bom também tem atuado. “Às vezes a pessoa até é doador, mas não tem disponibilidade financeira ou veículos, então hoje conseguimos auxiliar nessa questão por meio de uma parceria com a Secretaria de Saúde, que nos ajuda com o transporte e também com material de divulgação”, destaca o rondonense, enfatizando que a cada 15 dias um grupo de doadores é levado até o município vizinho.

Para aqueles que vão até o Banco de Sangue de Toledo realizar a doação por meio da entidade em nome de algum rondonense, o horário é agendado, o que também dá preferência ao atendimento. “Além disso, todos os doadores recebem uma bateria de exames após a doação, o que também é algo bastante positivo para quem doa”, enfatiza Güttges.

Em Marechal Rondon, doadores de sangue também têm o direito a pagar meia-entrada em todos os locais turísticos e de lazer e em eventos e projetos culturais, esportivos e artísticos no município, conforme a lei municipal nº 4.979/17. São considerados doadores regulares de sangue aqueles cadastrados em hemocentros e associação congêneres, desde que portem certificado ou carteirinha fornecida por estas entidades. Para ter direito ao benefício, o doador deverá fazer, no mínimo, duas doações em um período de 12 meses.

Caminhada

Mesmo antes de a entidade ser oficializada, conquistando um espaço físico para funcionar diariamente, campanhas para realizar o cadastro de possíveis doadores já eram realizadas no município em eventos como a Expo Rondon, a partir dos quais foi possível cadastrar uma média de 800 doadores por edição nos últimos dois anos. “A partir do momento que estabelecemos o vínculo legal da associação, um ponto físico para ela entrar em funcionamento, com a secretária, o projeto começou a evoluir ainda mais”, enaltece.

Com os primeiros nomes de pessoas que demandavam de doadores, os cadastros começaram a ser consultados e atualizados e hoje a Associação Sangue Bom já encaminhou mais de 200 rondonenses ao Banco de Sangue de Toledo. “Entretanto, muitas pessoas ainda desconhecem nossa atuação, acham que é ali que vamos fazer a coleta de sangue ou que no momento do cadastro que vamos fazer, então têm medo e se negam. Por isso ainda é importante divulgar e conscientizar a população sobre como funciona o processo de doação”, enfatiza.

Güttges ressalta que a doação é um ato de amor, uma ajuda ao próximo. “Se você tem saúde e disponibilidade, por que não ajudar o próximo? Doar sangue não causa problema algum, em menos de 24 horas o sangue está reposto no seu corpo e você não estará com menos sangue. É realmente um ato de amor ao próximo”, declara.

De acordo com informações do próprio Hemocentro de Toledo, Marechal Rondon conta com bons doadores, ou seja, a qualidade do sangue dos doadores do município é boa, o que é algo ainda mais motivador para a conscientização da população. “Fazemos um processo de convencimento muito grande, de chegar até as pessoas, convencê-las de que é uma atitude bacana e de que, quando chegar um dia que alguém precisar, ela terá que doar”, diz.

Confira a matéria completa na edição impressa desta terça-feira (05).

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