Policial Números da PM

Apreensão de maconha dobra em Marechal Rondon

Foto: Divulgação/PM

 

As apreensões de maconha praticamente dobraram no município de Marechal Cândido Rondon de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2018, quando comparadas com o mesmo período de 2017, passando de 304,83 quilos da droga tirados de circulação para 596,19 quilos, o que representa 95% em termos de retenção do entorpecente de um ano para o outro.

Ao comentar os números apresentados pela 2ª Companhia da Polícia Militar (PM) quanto ao balanço das ações desenvolvidas em 2018, o capitão Valmir de Souza declarou ao O Presente que o trabalho do 19º BPM (com sede em Toledo) é rotineiro no combate à criminalidade, com policiais atuando preventivamente através de patrulhamento, revistas e abordagens. “As operações são relacionadas a situações específicas, como trânsito, visando diminuir determinados crimes direcionados a exemplo dos roubos, todavia as apreensões geralmente são realizadas com o trabalho dos policiais no dia a dia, por meio da fiscalização, quando o policial recebe informação via 190 ou está na rua e percebe algo suspeito”, diz.

O comandante da 2ª Cia menciona que no âmbito geral se observa redução nos crimes contra o patrimônio, que apresentaram tendência de queda nos últimos cinco anos. “É importante salientar que o trabalho preventivo busca diminuir os índices de criminalidade, sendo que, apesar das dificuldades com barreiras impostas por questões técnicas, o trabalho da PM vem se sobressaindo. Sabemos da redução do efetivo policial ao longo do tempo, o que também deve ser levado em consideração, e mesmo assim há números positivos em alguns aspectos”, enaltece.

VIOLÊNCIA

Embora os casos de violência doméstica tenham se mantido estáveis na análise de 2014 e 2018, oscilando de 161 para 176, foi observada redução nas ocorrências nos dois últimos anos, baixando de 198 em 2017 para 176 casos no último ano. O dado que chama atenção é o aumento no número de homicídios em Marechal Rondon, avançando de três em 2017 para nove no ano de 2018.

“Ao considerar a estatística, tivemos aumento de 200% na avaliação de um ano para o outro, passando de três para nove no município rondonense, no entanto, os números são estáveis ao analisar os últimos cinco anos. O caso é que depois a Polícia Civil vai investigar se esse local de morte era realmente homicídio e as demais características, circunstâncias e motivações de cada crime. Apesar disso, existe a necessidade de procurarmos entender esses números, uma vez que eles nos preocupam bastante. São índices razoáveis para uma cidade como Marechal Rondon”, afirma o capitão, acrescentando: “Não há possibilidade de repor uma vida perdida, além do que uma vida não se compara com outra, portanto o trabalho da PM está voltado na tentativa de evitar que isso aconteça a partir da prevenção e das ferramentas que possui para tal”.

FURTOS E ROUBOS

No que tange aos crimes de furtos e roubos, houve redução na análise dos dois últimos anos. “A tendência mostra diminuição nessa modalidade, então percebemos certa estabilidade. Isso mostra que, apesar da redução do efetivo, conseguimos manter esses índices em relação a 2017”, evidencia.

O comandante da PM destaca existir muita sazonalidade nas ocorrências de furtos e roubos. Segundo ele, enquanto houve um ciclo de furtos e roubos em abril de 2017, tais modalidades foram praticadas com mais ênfase nos meses de agosto, outubro e novembro de 2018. “Tudo depende do momento específico do ano no qual acontecem determinados crimes, pois muitas vezes uma quadrilha começa a agir e até os envolvidos do grupo serem presos ela pratica quatro, cinco ações criminosas, ou seja, ainda não há como trabalhar no sentido de atuar mais fortemente em determinada época do ano porque nela há mais crimes”, ressalta.

Souza comenta que outras questões estão inseridas, a exemplo do clima, tempo, da economia e de estabelecimentos que porventura passam a ter mais dinheiro, de modo que os criminosos as enxergam como alvos. “A segurança pública reúne ampla gama de situações que precisam ser estudadas de forma bastante profunda para que sejam realizadas avaliações”, pontua.

EXPECTATIVA

Em relação à expectativa para este ano, o capitão expõe a possibilidade de existir melhora no efetivo e também nas condições de trabalho. “Nós salientamos que o comandante-geral da PM do Paraná, coronel Péricles de Matos, já foi comandante do 19º BPM e inclusive esteve naquele episódio do sequestro em Marechal Rondon no ano de 1995, então conhece o município, além de ser profissional bastante técnico, primando por agir sem privilégios e deméritos a quem quer que seja. Esperamos olhares de forma mais apurada, uma vez que a presença do coronel Péricles nos agrada muito e a população pode acreditar que neste ano teremos novidades”, adianta.

“Precisamos esperar o governador (Ratinho Junior) se inteirar da situação em que se encontra o Estado para dizer se haverá ingresso de policiais, mas a esperança por parte desse comando é de que haja ingresso, incluindo viaturas, armamentos e outros equipamentos, bem como em relação à manutenção. Esperamos que uma nova era possa vir e que tenhamos mais fôlego para atuar na segurança em Marechal Rondon”, conclui Souza.

 

* Números fornecidos pela 2ª Companhia da Polícia Militar (PM) relativos às ações deflagradas especificamente no município de Marechal Cândido Rondon durante os anos de 2014 a 2018.

 

O Presente

 

Comandante da 2ª Companhia da PM, capitão Valmir de Souza: “A esperança por parte desse comando é de que (com o novo governo) haja ingresso de policiais, incluindo viaturas, armamentos e outros equipamentos, bem como em relação à manutenção para oferecer mais segurança à comunidade” (Foto: Joni Lang/OP)

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