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Policial

Irmãos de ex-assessor da Casa Civil serão investigados por coação

Dois irmãos do ex-assessor especial da Casa Civil, Eduardo André Gaievski, investigado por suspeitas de estupro de vulneráveis, serão investigados pela Polícia Civil (PC) por participarem do esquema de pagamento de testemunhas para que elas fizessem declarações falsas em favor do acudado. Gaievski está preso na Casa de Custódia de Curitiba desde agosto.

Na quarta-feira (22), Eduardo Gaievski, de 19 anos, e o advogado Fernandes Borges, foram presos em flagrante na PR-182, em Ampére quando seguiam para um cartório de Francisco Beltrão com duas mulheres e uma adolescente – uma das supostas vítimas do político. Segundo a polícia, elas haviam recebido R$ 1 mil cada uma para registrar um testemunho favorecendo o ex-assessor da Casa Civil.

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Segundo o delegado Sandro Spadotto Barros, a prisão foi feita depois de uma das testemunhas informar que estava sendo coagida e que na terça-feira (22) havia se encontrado com os suspeitos para receber o dinheiro e orientações. “Os irmãos do Gaievski, o filho e o advogado deram dinheiro para duas testemunhas para fazerem uma declaração falando coisas que não são verdade. Eles estavam indo para o cartório, quando foram presos em flagrante.”

Ainda na quarta-feira, as três testemunhas foram ouvidas. “Uma delas disse que há um ano a filha dela foi até o cartório e fez uma declaração falsa em defesa do Eduardo [Gaievski]. Isto vai ser apurado e, se for comprovado, eles também vão responder por este”, comentou Barros. “Elas foram bem claras, repetiram as mesmas coisas. São pessoas simples. Eu acredito nelas”, destacou o delegado.

O filho do ex-assessor e o advogado permanecerão presos em Realeza e responderão pelos crimes de formação de quadrilha e por coagir e fornecer dinheiro a testemunhas para que ajudassem a inocentar Gaievski. Segundo o delegado, neste caso não cabe fiança. Durante o depoimento, os dois disseram que só devem falar em juízo.

Favores sexuais

Gaievski está preso, em Curitiba, desde o dia 31 de agosto. Ele, que também foi prefeito de Realeza entre 2005 e 2012, teve o mandado de prisão preventiva expedido no dia 23 de agosto. De acordo com a denúncia, Gaievski tinha ajuda de mulheres mais velhas para levar meninas de 13 e 14 anos a motéis e que os favores sexuais eram retribuídos com dinheiro e cargos na prefeitura.

Nomeado pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, ele foi exonerado do cargo de assessor especial após a polêmica, além de ser expulso do Partido dos Trabalhadores (PT), ao qual era filiado. As investigações foram deflagradas pelo Ministério Público de Foz do Iguaçu há cerca três anos. O processo corre em segredo de Justiça.

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