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Dom João Carlos Seneme

Eu sou a porta das ovelhas. Quem entrar por mim será salvo

Celebramos o 4º Domingo de Páscoa, enquanto o mundo inteiro vive preocupado diante da realidade de um vírus que nos afetou em todos os níveis: na vida social, na saúde, no trabalho, na vida familiar e pessoal, e também em nossa vida de fé. É difícil encontrar palavras que expliquem o que está acontecendo.

Na palavra de Deus encontramos consolo e alento. Estamos em plena Páscoa. O Senhor ressuscitado nos visita neste Domingo do Bom Pastor. Ele nos lembra que não estamos sozinhos muito menos sem rumo: temos um pastor que nos conhece, que se importa com todos. Ele conhece nossos nomes e cuida pessoalmente de cada um. Fazemos parte de um rebanho que cuida uns dos outros e que segue a voz e os passos do Bom Pastor.

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O Evangelho deste domingo (03) sublinha a imagem da porta que indica liberdade, confiança. Jesus é a pessoa em quem podemos confiar; por Ele podemos entrar e sair para encontrar Deus e para encontrar a vida em plenitude. Ele é o caminho verdadeiro que nos conduz a “prados verdejantes”. Através da vida de Jesus, paixão morte e ressurreição entramos em comunhão com Deus. O amor de Jesus é totalmente gratuito, ele não é mesquinho, não busca seu próprio interesse, não é mercenário, mas oferece sua vida para aqueles que ama. “Ninguém tira a minha vida, eu a dou livremente. Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância”.

No Salmo 23 temos uma das páginas mais bonitas da Bíblia: “O Senhor é meu pastor; não me falta coisa alguma. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei; estais comigo com bastão e com cajado: eles me dão segurança”. É um canto de serenidade e confiança nos momentos difíceis da vida. A palavra decisiva do Salmo é a certeza o Senhor está comigo. O Deus conosco, o Emanuel, é a nossa esperança, nossa confiança.

Há também ladrões e assaltantes que se fingem de pastores e não se preocupam com o bem-estar das ovelhas, eles enganam e destroem a esperança. Por isso Jesus se apresenta como a porta das ovelhas; precisamos estar atento e seguir somente a sua voz. O critério básico para distinguir o bom pastor do mau pastor é a defesa da vida de suas ovelhas. Jesus nos mostrou como fazer: seguir seus passos e dar vida uns pelos outros e construir nossa comunidade como um lugar bom para todos.

Neste dia a Igreja reza pelas vocações no mundo inteiro. O papa Francisco escreveu uma carta a todo o povo de Deus que tem como pano de fundo o texto evangélico que narra a experiência de Pedro durante uma noite de tempestade no lago de Tiberíades (Mt 14,22-33). Os discípulos são convidados a ir à outra margem, por isso devem abandonar suas seguranças e seguir os passos do Senhor. Esta aventura não é tranquila: cai a noite, sopra o vento contrário, o barco é sacudido pelas ondas, parece que tudo vai desabar, que não estamos à altura da vocação e do chamado. De repente o Senhor se manifesta e caminha sobre as águas e encontra os discípulos. Convida Pedro para vir ao seu encontro e o salva quando começa a afundar. Então vem a calmaria e o vento cessa.

O papa agradece a todos os presbíteros e consagrados pelo dom de suas vidas. Pede que confiem no amor principalmente nos momentos difíceis e que despertem o dom da vocação nos jovens para que abram seus corações para descobrir o dom da vocação e do chamado que Deus lhes dirige. Que eles tenham coragem de dizer sim, vençam o medo através da fé em Cristo e ofereçam a própria vida por Deus, pelos irmãos e pelo mundo inteiro.

 

O autor é bispo da Diocese de Toledo

revistacristorei@diocesetoledo.org

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