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Marechal

Novo sub-comandante do BPFron vem do Bope e é autor de livros

 

Joni Lang/OP

Sub-comandante do BPFron, major André Cristiano Dorecki: “Nosso objetivo é aperfeiçoar o trabalho que já é bem desenvolvido, pois sempre devemos buscar melhorar as condições de trabalho e a resposta que deve ser dada à população”

 

O Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron), com sede em Marechal Cândido Rondon, conta com um novo sub-comandante desde o dia 09 de abril. Trata-se do recentemente promovido a major André Cristiano Dorecki, o qual integra os quadros da Polícia Militar (PM) do Paraná há 25 anos.

Com larga experiência, Dorecki atuou por 14 anos junto ao Batalhão de Operações Especiais (Bope) em Curitiba, cujo atendimento estava destinado a todo o Estado. “Viemos para cá visando somar com os policiais do BPFron, tentando aprimorar as atividades desenvolvidas na área de segurança pública com os demais órgãos de segurança”, declarou ao Jornal O Presente.

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Para Dorecki, a área de abrangência do BPFron é peculiar por se tratar de uma região de fronteira com Argentina e Paraguai. “Nós temos algumas demandas junto com países vizinhos e com o Estado vizinho (Mato Grosso do Sul). Esses crimes que passam de uma fronteira à outra acabam sendo um ponto sensível na área da segurança pública, mesmo porque qualquer crime ou delito que acabe passando pela região pode desencadear em outro Estado do país. Este trabalho realizado pelo BPFron é importante porque um bom resultado aqui tem reflexo em praticamente todo o país”, enfatiza.

De acordo com o major, o trabalho é realizado em duas vertentes: a primeira é relativa a treinamento e capacitação dos policiais para que possam realizar um serviço de maior qualidade para a população paranaense. “Em um segundo ponto trabalhamos muito na organização de efetivos especializados de todo o Estado visando as boas práticas do trabalho operacional realizado pelos nossos policiais”, menciona.

Integração

“Podemos citar neste pouco tempo que estamos aqui exemplos muito bons dessa integração (entre polícias), como o caso do assalto que ocorreu no Paraguai e no qual praticamente todas as forças de segurança da região atuaram em conjunto, cujo resultado positivo foi em virtude do trabalho em conjunto, da troca de informações, o trabalho de inteligência e trabalho operacional”, salienta o sub-comandante do BPFron.

Ele também enaltece a parceria entre o Batalhão de Fronteira e a Polícia Civil no município, o que, na sua opinião, contribuiu para que recentemente fossem cumpridos mandados de prisão através do disque denúncia 181. “Também a parceria da população, que trouxe a informação para as instituições policiais, sendo que o resultado em conjunto entre Polícia Militar, Polícia Civil, Ministério Público e Judiciário levou à prisão de alguns elementos e à investigação de outros para não passar impune, independente do crime cometido”, destaca.

 

Emprego de choque

Outro assunto dominado por Dorecki diz respeito à doutrina do emprego de choque. “Existem alguns tipos de policiamento que têm muita proximidade com o que é realizado pelo BPFron, principalmente quando falamos daquela criminalidade mais violenta, com armamento pesado e com certa organização. Esse tipo de emprego policial pode ser muito bem adequado aqui para as atividades que já são realizadas pelo BPFron. Nosso objetivo é aperfeiçoar o trabalho que já é bem desenvolvido, pois sempre devemos buscar melhorar as condições de trabalho e a resposta que deve ser dada à população”, pontua.

Mas o que é a doutrina do emprego de choque? “Cada policial tem uma função específica em uma viatura, sendo o emprego do policial direcionado para uma missão específica sem deixar de atuar nas ocorrências que acaba se deparando, no caso das mais corriqueiras, mas nas ocorrências de maior envergadura o policial deve estar preparado para fazer frente até em casos mais graves de enfrentamento com a criminalidade de forma tal que ele garanta a segurança da população que está no entorno”, esclarece o major.

Desta forma, o militar não se preocupa somente com o confronto em si e com a sua própria integridade física ou até do infrator, quando isso é possível, “mas principalmente da população, que, muitas vezes, não tem nem ideia do que está ocorrendo, como em casos recentes que a gente citou”, finaliza.

 

Dois livros policiais

Concomitante à atuação enquanto policial militar, o major André Cristiano Dorecki procura contribuir ao trabalho de seus companheiros através do compartilhamento do conhecimento. Prova disso é que o militar é autor de dois livros. “O nosso objetivo é estabelecer uma doutrina através de protocolos de procedimentos. O primeiro deles (livro) é o Manual de Controle de Distúrbios Civis, que todas as polícias, cada uma, tem o seu, e nós tivemos a parceria com outro policial de elaborar este manual que está na 4ª edição, sendo a primeira lançada em 1999”, diz.

A segunda obra literária foi lançada neste ano pela editora Intersaberes, cuja titulação é: Resolução Pacífica de Conflitos. “Trata-se de um livro voltado aos profissionais de segurança pública, sejam da esfera federal, estadual ou municipal, cujo objetivo realmente é aproveitar o conhecimento, a experiência que os nossos profissionais têm direcionando esses bons conhecimentos para o trato desde crimes considerados mais corriqueiros no dia a dia até os mais complexos, que devem ser resolvidos de uma forma preferencialmente pacífica, com a menor possibilidade de atrito entre as pessoas envolvidas”, expõe Dorecki.

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