Copagril
Elio Migliorança

AGORA ACREDITO

Quando José Sarney e Valdir Rossoni tomavam posse como presidente do Senado e da Assembleia Legislativa, respectivamente, escrevi neste espaço em 09 de fevereiro deste ano o artigo intitulado: “Quem acredita?”. Nele analisava os discursos de posse e respectivamente as promessas feitas pelos titulares mencionados. E a grande pergunta se baseava na tradição histórica de não se cumprirem promessas feitas nestas ocasiões. Uma foi para o ralo das mentiras e embromações. A outra está surpreendendo e orgulhando os paranaenses. O deputado Valdir Rossoni, que preside a Assembleia Legislativa, está indo além do que prometeu. Desbaratou uma quadrilha lá instalada, denunciou falcatruas, caçou fantasmas, descobriu e eliminou “laranjas” que participavam de esquemas de desvio de recursos, alguns coniventes e outros inocentes que tiveram seus nomes usados indevidamente e colocou às claras um mistério secular que era o número de funcionários existentes naquela Casa. Está transformando o Parlamento estadual numa vitrine onde a
flora um exemplo a ser seguido. É natural que esteja encontrando muita resistência de parte daqueles que se beneficiaram do “esquema”. Mesmo que muita gente não esteja nem aí para o que está acontecendo, é bom prestar atenção naquele cheque de R$ 10 milhões que foi devolvido ao Governo do Estado, pois o valor foi aplicado em saúde pública, atendimento mais digno para muitos. Recordo do Rossoni como colega de universidade, sonhando um Brasil melhor para todos. O então colega e agora presidente, ocupando o segundo cargo mais importante do Estado, não desapontou aqueles que acreditaram nos seus ideais. No passado, muitos deputados discursaram bonito, mas até agora ninguém tinha provocado tamanho terremoto e limpeza interna no Legislativo estadual. Está tudo resolvido? Óbvio que não. Mas é um exemplo que merece nosso aplauso e apoio.

Há décadas comentava-se que se todos comparecessem ao trabalho na Assembleia Legislativa não haveria espaço para todos. Agora foi comprovado que era mesmo assim. Prova disto são aqueles que sobraram depois de preencher todos os cargos possíveis. Exemplo tal devia ser seguido pelas câmaras municipais e pelos órgãos do Governo do Estado. É necessário estarmos atentos e vigilantes para que no futuro as coisas não voltem aos esquemas ora desmontados. Isto prova que quando se tem vontade, princípios e ética, é possível fazer o serviço público ser eficiente e produtivo. Enquanto isso, o Congresso Nacional coloca o Brasil na contramão. Aprovaram o plebiscito para dividir o Estado do Pará, criando outros dois Estados. Uma afronta ao bom-senso. Um escárnio à população desassistida do país. Criar novos Estados é apenas para criar novas estruturas e despesas para acomodar apadrinhados políticos, consumindo preciosos recursos, oriundos da pesada carga tributária que oprime e esmaga o sofrido contribuinte desta Terra de Santa Cruz, hoje conhecida como Brasil. Quando escrevi a coluna da semana passada, o Palocci ainda era ministro, hoje já não é mais. E daí, os 20 milhões: fica por isso mesmo ou a investigação continuará?

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