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Arno Kunzler

Campanha atrasada…

As mudanças na legislação eleitoral proporcionaram um adiamento significativo da campanha eleitoral deste ano, especialmente em Marechal Cândido Rondon.

Os grupos políticos estão postergando ao máximo a definição das coligações e a escolha ou pelo menos o anúncio oficial dos candidatos.

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A rigor, parece que não tem nenhuma chapa definida, com candidato a prefeito, vice e coligação para proporcional (vereadores).

Como o prazo para as convenções está em curso, provavelmente teremos os candidatos escolhidos e somente depois as convenções deverão confirmar.

Não que isso seja ruim, até pode ser bom pra quem faz campanha e para os eleitores também, que já não são tão simpáticos a ouvir propostas e promessas de campanha.

O que vai acontecer na prática, com as novas regras eleitorais, ainda não é possível prever.

Mas é quase certo que os candidatos de última hora não terão tempo para visitar seus eleitores e, se confiarem nos programas eleitorais, poderão sofrer outro revés, pois estes também mudaram pra menos tempo.

A ideia inicial é que os candidatos já em pré-campanha há mais tempo levarão vantagem sobre os que deixaram para última hora.

A presença do candidato nas empresas e nas casas ainda é importante, o eleitor gosta de receber visitas personalizadas. Um bate-papo reto, olho no olho, faz toda diferença.

A mensagem pelos programas eleitorais mais confunde do que define o voto, já que normalmente para cada mentira se conta outra mentira. Ou para cada acusação se inventa uma defesa. Ou para cada crítica se faz uma outra crítica.

Dificilmente uma acusação ou uma crítica de programa eleitoral ficam sem resposta. Logo, o eleitor terá de escolher se acredita ou não, ou em quem acredita.

Tenho por mim que a campanha vai transcorrer de forma muito tranquila, mas certamente os grupos estarão aptos e preparados para desconstruir as imagens já construídas.

Se vinga ou não…?

Provavelmente não, pois o eleitor vive próximo aos candidatos, conhece a maioria deles e acusações completamente falsas não terão grande efeito, podem até virar contra o acusador.

Mas o que fazer então se os novos prazos para campanha encurtaram e isso não permite conhecer de forma adequada os candidatos?

Difícil propor algo diferente do que se está acostumado, folders, programas de rádio, anúncios nos meios permitidos e visitas. Sinceramente, eu acredito mais nas visitas.

O poder do contato direto com o eleitor é mais eficaz do que a mensagem pública, sem um direcionamento.

Então, se você é pré-candidato e está saindo somente agora, põe o pé na estrada e não perca tempo.

Todos os dias, todas as horas, cada minuto é tempo para quem está em campanha eleitoral e precisa se apresentar como candidato a prefeito, vice ou vereador.

Quem não tem mais tempo, quem abriu mão das visitas, quem esqueceu o eleitor, certamente vai sentir o resultado nas urnas…

 

Jornalista e diretor do Jornal O Presente

arno@opresente.com.br

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