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Arno Kunzler

Fogo cruzado…

As negociações políticas nesta reta final de composições e formação de alianças para as eleições de outubro viraram um verdadeiro barril de pólvora.

Não só em Marechal Cândido Rondon, mas na maioria dos municípios as negociações mostram cada dia que o atual quadro político é muito instável e imprevisível.

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A infinidade de partidos sem representação e os pretensos nomes sem voto mostram quem alguns querem chegar sem ter pavimentado o caminho, simplesmente usando aquilo que outros construíram.

Por outro lado, analisando especificamente Marechal Cândido Rondon, nenhuma composição ainda tem forças para anunciar qualquer favoritismo.

Todos dependem das coligações, dependem dos outros partidos que também negociam com outros candidatos.

Logo, as conversas se cruzam e os interesses de cada um ficam expostos.

As conversas vazam e isso eleva os níveis de estresse e da discórdia, transformando as articulações em pura tensão.

Algumas candidaturas já caminham para concretizar acertos e outras estão na estaca zero.

Pode-se dizer que a articulação de parte dos partidos que compõem o atual governo, para sucessão do prefeito Moacir Froehlich, está nesse nível.

Não estariam se Ademir Bier tivesse aceito o que quase lhe chegou a ser imposto pelo grupo, uma candidatura a prefeito.

Todavia, apesar dele próprio nunca ter rejeitado a hipótese, já há elementos suficientes para acreditar que ele não seja candidato a prefeito.

E pior, todas as tentativas até agora desenvolvidas para encontrar um nome consensual foram água abaixo. Portanto, o grupo está sem candidato a prefeito e sem candidato a vice.

O principal grupo de oposição está mais adiantado.

É certo que o vereador Márcio Rauber, do DEM, será o candidato a prefeito, todavia, uma disputa ferrenha acontece para escolha do nome do candidato a vice.

Enquanto um grupo defende a candidatura do vereador Ilario Hofstaetter, ex-PMDB e atual PSB, outros defendem uma composição com o empresário Vitor Giacobbo, do PSC.

Ambos parecem ter chances: se de um lado pende forte a desenvoltura política do vereador Ila, de outro lado pesa bastante o nome do empresário Vitor Giacobbo.

As demais candidaturas, especialmente a do sindicalista Wilson Moraes, do PPS, que agora terá um provável candidato a vice do PTB, parece estar definida, esperando apenas as convenções partidárias para homologação.

Já Fernando Limberger, do PR, que poderá ter o ex-vereador Ario Martini como vice, também anda aguardando as convenções.

Os demais partidos que costumam lançar candidatos parecem não ter dificuldades em encontrar os nomes para as devidas composições.

Assim, a fervura deve aumentar mesmo para escolha do candidato a vice-prefeito do grupo liderado pelo vereador Márcio Rauber e principalmente para escolha de um candidato a prefeito e vice do grupo liderado pelo PMDB do prefeito Moacir.

Não será tarefa fácil para o PMDB encontrar um candidato dentro dos seus próprios quadros, caso Ademir Bier tenha de fato desistido da disputa.

E para piorar, os nomes mais viáveis do PP, partido que nesse caso deverá indicar o candidato a prefeito, também estão fora do páreo, pelo menos aparentemente.

 

 

Jornalista e diretor do Jornal O Presente

arno@opresente.com.br

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