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Arno Kunzler

Indecisões e especulações

As convenções dos principais partidos políticos de Marechal Cândido Rondon, que definiram os candidatos a prefeito, vice e as chapas de candidatos à vereança, demonstram um quadro de muitas indefinições que permitem inúmeras especulações.

Os únicos fatos previsíveis foram o lançamento da chapa do prefeito Marcio Rauber (DEM) e do vice-prefeito Ilario Hofstaetter (Ila) (PL) à reeleição, e a provável candidatura do PSOL com Luciano Palagano disputando a prefeitura.

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O MDB tentou liderar a oposição, formando uma aliança contra o prefeito, mas não conseguiu.

O ex-prefeito Moacir Froehlich (MDB) tentou ser candidato a prefeito pela oposição e não conseguiu.

O PP tentou lançar um candidato a prefeito, mas não conseguiu, a vice também não.

O PSD tentou ser oposição e não conseguiu.

O PDT, que não era candidato a nada, tem Lair Bersch e Jean Michel Hack para a disputa à majoritária, contrariando frontalmente o candidato do MDB.

Enquanto isso, o MDB continua articulando um candidato a vice de Josoé Pedralli.

Pela análise preliminar, antes da campanha estar na rua logicamente, é muito claro que o prefeito Marcio Rauber é o grande vencedor das articulações políticas.

Não só tem um governo bem avaliado, mas também uma oposição completamente dividida e com grandes dificuldades de encontrar um discurso respaldado pelo eleitorado.

Se as chances da oposição já eram pequenas antes, o lançamento da candidatura do PDT e as divisões internas no PSD e no PP reduziram a quase zero as possibilidades da oposição.

Há quem diga que algumas importantes lideranças da oposição trabalham para manter o grupo dividido, assim nenhum deles consegue se destacar e se tornar candidato natural em 2024.

Se a intenção foi essa, parece que deu certo e o quadro é perfeito.

 

Arno Kunzler é jornalista e diretor do Jornal O Presente e da Editora Amigos

arno@opresente.com.br

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