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Editorial

Chance ao amor

Hoje (25) é comemorado o Dia Nacional da Adoção. O objetivo é conscientizar e incentivar a sociedade à adoção de crianças e adolescentes e, assim, reduzir o número de menores em acolhimento.

No Brasil, há cerca de 30 mil crianças e adolescentes em situação de acolhimento familiar ou em instituições. Muitas vezes, ficam lá por anos. Deixam as casas com a maioridade, sem a chance de terem tido uma vida familiar da infância ao início da vida adulta. Uma situação que só quem passa é que pode explicar.

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O pilar da vida de um indivíduo é a família. E não ter uma família para chamar de sua, não ter pessoas que você possa se apoiar em unidade, não ter um pai, uma mãe, é simplesmente desolador.

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Por outro lado, existem em torno de 33 mil casais dispostos a adotar uma criança. Mas as exigências desses pais, muitas vezes, excluem boa parte dessas crianças. Os negros, os mais velhos e crianças com necessidades especiais são notadamente aqueles que mais sofrem com isso. Para se ter uma ideia, dos mais de 33 mil pretendentes a pai e mãe no Brasil, apenas 95 casais, ou 0,2% do total, aceitam adolescentes acima de 16 anos. No Paraná, para piorar, um em cada três aptos à adoção tem mais de 15 anos.

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Já crianças brancas e mais novas, notadamente bebês, tendem e ter mais chances nessa equação distorcida.

Nos municípios de Marechal Cândido Rondon, Mercedes, Nova Santa Rosa, Quatro Pontes, Entre Rios do Oeste e Pato Bragado não há, atualmente, nenhuma criança em condições de adoção. Há apenas menores acolhidos em caráter institucional ou familiar. Nos últimos quatro anos, 12 crianças foram adotadas nos municípios da comarca.

Para quem chega aos 18 anos e não foi adotado ou adotada, o Estado oferece condições básicas para que o adolescente saia do acolhimento e viva sozinho, com condições de se sustentar. Mas não ter para onde ir, não ter a quem se agarrar em momentos de dificuldade é algo que esses não adotados vão ter que suportar pelo resto de suas vidas ou enquanto não formarem sua própria família.

A adoção representa uma nova chance para a criança ou para o adolescente se desenvolver em um contexto de direitos e garantias assegurados, além de poderem receber o que mais precisam: amor.

A adoção revoluciona as perspectivas dessas crianças e adolescentes. E também muda completamente a vida dos pais. Muitos casais que não podem ter filhos biológicos têm na adoção uma chance de aumentar suas famílias, conhecer o que é ser pai, o que é ser mãe, adquirir responsabilidades pela vida de alguém e colher os bons frutos de uma convivência familiar.

Que mais e mais pessoas possam se sensibilizar ao tema e procurar entender como os processos de adoção funcionam. Que mais e mais paradigmas sejam quebrados para que jovens sejam adotados antes de deixarem essas casas de acolhimento. É preciso saber, é preciso lembrar, é preciso incentivar a adoção dessas crianças e adolescentes.

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