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Editorial

Desafios da educação

Muitas coisas foram drasticamente prejudicadas pela pandemia. As atividades comerciais, as festas e grandes eventos, as viagens, quase tudo parou ou parou por um tempo nos últimos 15 meses em que a humanidade lida com a Covid-19. E certamente uma das mais afetadas foi a educação.

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As escolas ficaram algum tempo fechadas, tiveram que se reinventar para oferecer aulas on-line e readequar seus conteúdos à atual realidade. Mas nem professores, nem alunos estavam preparados para tamanha mudança.

Não é incomum encontrar um estudante que teve ou tem dificuldades com as aulas remotas, agora híbridas na maior parte das instituições de ensino. Aliás, é mais fácil encontrar quem tem dificuldade. Bem ou mal, essa era a saída para que os alunos continuassem aprendendo, mesmo sem o nível de aprendizagem adequado que teria com as aulas presenciais, com a presença de professores e colegas.

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Nem mesmo os pais estavam preparados para atender e assistir seus filhos com as tarefas da escola, bem como lhes dar atenção integral, já que os filhos ficaram em casa. Ainda, muitos estudantes não tiveram acesso adequado às aulas virtuais ou às atividades.

Para piorar a situação, a pandemia trouxe consigo também a evasão escolar na rede pública de ensino. O Instituto Datafolha mostra que cerca de quatro milhões de estudantes brasileiros, com idade entre seis e 34 anos, abandonaram os estudos em 2020, o que representa uma taxa de 8,4% de evasão escolar.

Na região de Marechal Cândido Rondon o problema é antigo e merece atenção de toda a sociedade, afinal criança que não está na escola tem grandes chances de, no futuro, não contribuir significativamente com o desenvolvimento da sociedade e do país.

A pandemia também trouxe outro problema para pais, alunos e professores. Muitos estudantes estão tendo dificuldades em se readaptar à escola e ao convívio social depois de mais de um ano “confinados” em casa. Especialistas citam a síndrome da gaiola, mas que podem ser reações normais diante de uma situação anormal como a que se vive. Mesmo assim, é mais um reflexo negativo da pandemia sobre a educação.

Muitos estudantes, notadamente dos mais pequenos aos adolescentes, perderam tempo precioso de interação com os colegas. Sem dúvida, sem essa interação social, eles saíram perdendo. A relação social é fundamental para o desenvolvimento cognitivo dessas crianças e adolescentes, mas também é íntima com a percepção de pertencimento a uma sociedade.

Ainda falta muito para tudo voltar ao normal na vida escolar desses alunos. Talvez em 2022 tudo volte a parecer mais ou menos como era em 2019. Muitos desafios ainda vão ser postos diante da comunidade escolar, mas é preciso encará-los com coragem, responsabilidade e amor por ensinar e aprender.

A parte mais dolorida dessa pandemia certamente são os quase 500 mil mortos apenas no Brasil, mas ela trouxe muitas mais dificuldades que as pessoas precisam enfrentar. A educação já foi abalada. O que se pode fazer agora é reduzir as consequências.

 

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