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Editorial

Lado Brasil

As eleições terminaram, depois de um longo, tumultuado e explosivo processo, com a vitória nas urnas de Jair Bolsonaro, eleito o próximo presidente do Brasil. A partir de 1º de janeiro de 2019, o anônimo parlamentar que passou quase três décadas no baixo clero da Câmara dos Deputados, longe dos holofotes e um anônimo para a maior parte dos brasileiros até pouco tempo atrás, é quem vai dar as cartas no cargo público de maior importância em uma nação democrática.

O fim da era PT oxigena o governo federal, mas isso não é suficiente para apaziguar a polarização dos brasileiros. Esse cenário, inflamado, vai dificultar o país de fazer as reformas que tanto precisa.

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Não é que direita e esquerda devam ser amiguinhas, pelo contrário, cada uma precisa exercer o seu papel, mas os interesses da nação brasileira necessitam com urgência serem atendidos pelos novos eleitos em Brasília. Bolsonaro terá que ter capacidade de diálogo com a oposição, que, por sua vez, deve manter a fiscalização, mas votar os principais projetos com coerência e responsabilidade, deixando de lado o ego ou o partidarismo que tanto afloraram nesses últimos meses. As reformas da Previdência e política, entre outras de grande importância, precisam ser feitas com sensatez e maturidade com a única e exclusiva obrigação de proteger o bem dos brasileiros.

Vale lembrar que para 42 milhões de eleitores, nem um nem outro agradam. É o número de votos brancos, nulos e abstenções que a Justiça Eleitoral contabilizou no segundo turno desse agitado pleito. São pessoas que fazem parte de um distinto grupo, que não confiou nem a Bolsonaro nem a Fernando Haddad a gestão do Brasil pelos próximos quatro anos. Não são apenas vermelhos e verdes. Bolsonaro terá que governar para todos.

Unificar será uma tarefa difícil para o presidente eleito e sua equipe, dado o nível das discussões acalorado, para não adjetivar de maneira mais ríspida, apresentado na campanha de 2018. Mais que unir o Congresso em prol das necessidades, situação e oposição terão que acalmar os ânimos dos eleitores brasileiros, promover a paz e o respeito entre as pessoas e as instituições, horando as leis e os princípios democráticos do Brasil. Não dá para brigar a vida toda, incitar a população e deixar de lado as grandes mudanças necessárias para o país.

O Brasil tem pressa e só unida é que a população brasileira vai retomar seu desenvolvimento econômico e redescobrir a paz social. Os quase 14 milhões de desempregados e seus dependentes não têm tempo para perder com enfrentamentos partidários. Eles precisam de respostas rápidas para recuperar seus postos de trabalho, sua renda e sua dignidade.

Há um longo caminho a ser percorrido no Brasil na busca por um país mais justo e feliz. Essa caminhada depende de todos os brasileiros, que precisam promover o diálogo, colocar as diferenças de lado e tomar as atitudes que unam a nação brasileira e sustentem um longo e duradouro período de retomada do crescimento.

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