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Editorial

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Ler é um ato de amor a si mesmo, mas a leitura, ou melhor, a boa leitura, ainda é paupérrima no Brasil. O brasileiro lê muito pouco, quase nada. É comum encontrar um senhor ou uma senhora de 70 anos que jamais leu um livro inteiro na vida. Aliás, quando foi a última vez que você encerrou uma história, quando foi a última vez que você consumiu literatura?

Talvez o brasileiro até leia, mas lê muita coisa que não presta e, por natureza, não tem o costume de procurar a literatura. O que se lê bastante hoje em dia são as notícias curtas nos sites, lê-se também com fervor as fake news e as mensagens que (não) foram escritas pelo papa ou pelo juiz Sérgio Moro, lê-se os e-mails, até os jornais, como você está fazendo agora. Mas a leitura vai muito além disso.

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Quem lê um bom livro, cria sua própria história, fantasiando personagens e cenários que são exclusivamente seus. Quem lê amplia o vocabulário, melhora a dicção, a pronúncia das palavras, amplia conhecimentos, gera cultura, com grandes lucros no campo da sabedoria. Quem lê vai além do óbvio, tem mais chances de ir mais longe na profissão e até na vida pessoal, quem lê vislumbra além do horizonte comum. Quem lê tem prazer.

O hábito da leitura deve invariavelmente ser estimulado nas crianças. Ler alguns minutos por dia para os pequenos ou estimular que eles mesmo tenham esse hábito pode mudar a vida de seu filho. Pode ser o gibi, o conto infantil, até as páginas amarelas, mas é importante que ele cresça habituado à leitura. Assim, muito mais fácil e provavelmente ele será um adulto leitor, o que só vai acrescentar à sua vida.

Mas as pessoas leem pouco, muito pouco. Para tentar reverter essa situação, diversos projetos de leitura pipocam hora ou outra. O mais recente vem do Rotary Marechal Cândido Rondon, com apoio da família rotária rondonense, que criou uma biblioteca popular no Parque Ecológico Rodolfo Rieger (Lago Municipal), local de encontro de centenas de pessoas todos os dias. Elas estão ali para se exercitar, para relaxar. Agora, podem também usufruir da leitura gratuitamente. É só chegar, escolher seu livro, encontrar um local bacana para espichar as pernas e degustar a boa e velha literatura. Pode até levar para casa. Pode ser aventura, drama ou poesia, pode ser ficção científica ou bibliografia. Não importa o estilo, nem a hora e o local; importa a leitura.

Essa louvável iniciativa que chega a Marechal Cândido Rondon mostra a falta de leitura que ainda acomete a sociedade. O desejo é que ganhe corpo, ganhe usuários e contamine cada vez mais e mais pessoas. É também um espaço que estimula o saber, pois, em espaço público, fica bem mais fácil o acesso aos livros e, especialmente, bem mais perto a ideia de que qualquer um pode, um dia, começar a cultivar esse nobre hábito.

Se o mundo precisa mais educação para acabar com a fome, a miséria, o racismo, a ganância das pessoas, a educação precisa primeiramente de leitura. Criar esse hábito é uma necessidade que na maioria das vezes é negligenciada, trocada pela novela, pelo baralho, pela roda de conversa, pelos incontáveis minutos nas redes sociais. Mude isso. Depois de fechar esse jornal, corra na estante e acabe com aquele livro que você deixou pela metade. É daquelas coisas que só se tem a ganhar, nada a perder.

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