2º Agita Rondon – 2019
Editorial

Um progresso

 

A Polícia Militar de Marechal Cândido Rondon registrou quase 300 acidentes de trânsito em 2018, com dezenas de vítimas, dor e prejuízos econômicos, seja para os próprios condutores ou pedestres ou para o governo, que gasta muito dinheiro todos os anos para atender essas ocorrências e minimizar suas consequências. O número oficial é de assustar, mesmo assim, é bem menor do que os 624 registros computados em 2008. Balanço feito pelo Jornal O Presente com dados da Polícia Militar (PM) aponta que nos últimos dez anos houve uma queda progressiva no número de acidentes de trânsito no município, mesmo assim não a muito a comemorar, pois as vítimas se acumulam praticamente todos os dias nos atendimentos de urgência em saúde.

Alguns componentes contribuíram para que este número seja cada vez menor. Um deles é a consciência do motorista, que parece estar mais atento à legislação vigente. O aumento da fiscalização policial também pode ser anotado na conta, além de leis mais severas, como a Lei Seca, que pune mais rigorosamente quem insiste em beber e dirigir. Há, portanto, um movimento de queda nos números impulsionado por um conjunto benéfico de fatores.

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Vale lembrar que nem todos os acidentes de trânsito são computados pela Polícia Militar. Muitos são resolvidos entre os próprios condutores que se envolveram em ocorrências com pouca ou moderada gravidade. Portanto, os números reais podem ser maiores do que as estatísticas da PM apontam.

Há, ainda, muito a ser percorrido para que o município consiga rever esses números o mais para baixo possível. Há espaço para que os usuários utilizem as vias públicas com mais segurança.

Não é incomum observar as pessoas reclamando do trânsito em Marechal Cândido Rondon. Motoristas impacientes, desligados, cometendo infrações, produzindo riscos são facilmente flagrados na cidade. Não é preciso ficar muito tempo na rua para ver alguém falando ao celular enquanto dirige, fazendo uma conversão sem utilizar o pisca ou atravessando “inocentemente” uma preferencial.

Fato é que fazer um trânsito mais seguro depende do envolvimento e responsabilidade de cada protagonista. Não é porque o caminhão é maior que a bicicleta que ele tem preferência ou seu motorista pode ignorar o menor. Pelo contrário. No trânsito, pedestres, ciclistas e motociclistas são os mais frágeis. Esses, aliás, são as principais vítimas, ainda, dos acidentes que acontecem na cidade. Para se ter um trânsito seguro, é necessário conduzir com atenção, buscando, além de responsabilidade, um trânsito mais humano.

É claro que um município com dezenas de milhares de veículos não vai zerar o número de acidentes, mas a busca incessante deve ser para diminuir ao máximo os números de ocorrências. Marechal Cândido Rondon parece estar indo no caminho certo, mas ainda há muito a fazer para que os atores do trânsito mereçam aplausos. Segurança no trânsito: é preciso bater nessa tecla.

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