Editorial

Você está pronto para voltar à “vida normal”?

Aos poucos, com muita parcimônia e, acima de tudo, responsabilidade sobre a vida das pessoas, o mundo vai retomando sua “vida normal”. Países afetados pelo novo coronavírus na Europa, como Espanha e Alemanha, começam a flexibilizar a reabertura do comércio, aumentando paulatinamente o fluxo de pessoas nas ruas e os níveis de atividade econômica.

No Brasil as medidas para reduzir o distanciamento social também começam a pipocar. São Paulo e Rio Grande do Sul, por exemplo, dividiram seus Estados em regiões, que vão retomar as atividades econômicas gradativamente, com base em dados científicos e estruturais, como o número de infectados naquela região e as condições que o sistema de saúde oferece, como número de UTIs e de profissionais da área.

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Em Marechal Cândido Rondon, as coisas lentamente também parecem estar voltando ao normal. As pessoas ainda estão em casa, mas o movimento nas ruas é bem maior se comparado há 15 ou 20 dias. Com o comércio aberto, mesmo que com algumas restrições ainda, dependendo do ramo, empresários ganham fôlego e esperança de sair o mais brevemente desse momento delicado que o mundo atravessa.

Cada país, Estado ou município, no seu tempo, com suas particularidades, está promovendo ações para conter a Covid-19 e sacrificar o menor número possível de empresas e empregos. É hora de agir com cautela, mas sem medo. É hora de reagir.

Claro que a ameaça do vírus ainda é muito evidente e presente no dia a dia, mas com prudência e bons modos, com cuidados de higiene e distanciamento entre as pessoas, com a observância das realidades distintas de cada região, é possível voltar a pensar no futuro com outra pauta a não ser o coronavírus.

Ninguém deve deixar de lado a pauta atual, no entanto, pessoas, governos e empresas precisam traçar estratégias e maneiras de atuar para os próximos meses. Não dá para ficar esperando sem fazer nada. É preciso planejar, discutir e lançar mão de novas estratégias para deixar essa crise para trás. Isso não vai acontecer de uma hora para outra, mas planejar é o primeiro passo. O segundo, certamente, é agir. Agir para não se vitimizar, agir para ultrapassar mais esse obstáculo que a humanidade tem à sua frente.

Os números oficiais são apenas números, totalmente subnotificados, mas Marechal Cândido Rondon parece estar enfrentando bem a pandemia. A redução da circulação de pessoas há algumas semanas certamente foi fundamental para conter a propagação desenfreada do vírus. Nas empresas que permaneceram abertas, os cuidados com a higiene de colaboradores e clientes é exemplar, ou pelo menos bastante notável. Nas ruas e parques há poucas pessoas fazendo passeios ou atividades físicas. As pessoas nas filas nos supermercados e bancos razoavelmente mantiveram distanciamento.

Tudo o que foi feito ajudou e o conquistado cenário fez com que as autoridades, empresários e trabalhadores tivessem confiança suficiente para começar a dar a volta por cima. É bom ter ciência de que ainda há um inimigo a combater, mas é fundamental também pensar e agir para sair dessa situação inédita, incômoda, letal, mas vencível.

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