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Editorial

Vacinar, não vacilar

Seis em cada dez idosos com idade entre 80 e 89 anos que receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19 não voltaram aos postos de vacinação para receber a segunda dose em Marechal Cândido Rondon. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, todos já deveriam estar imunizados com a segunda dose. Dos quase mil idosos nessa faixa, só 401 voltaram para a aplicação da dose complementar.

O dado é extremamente preocupante. Esses idosos precisam urgentemente serem encaminhados aos postos. A vacina, que é tão esperada pela população, precisa ser usada adequadamente para evitar mortes, evitar casos graves e internamentos. Os familiares precisam estar atentos ao calendário para que esses idosos possam concluir a vacinação, que garante imunização só depois da segunda dose.

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Na 20ª Regional de Saúde do Paraná, que atende municípios da microrregião, também há atraso na procura pela segunda dose. Diamante do Oeste já aplicou 78,1% da segunda dose, Quatro Pontes vem em seguida com 53,5%. Em Nova Santa Rosa, porém, só 28,1% das segundas doses foram aplicadas. Nessa semana, esses índices podem ser melhorados com a aplicação em andamento da segunda dose.

As pessoas não podem cair em ilusões infundadas, mas parece que é o que está acontecendo. Autoridades já destacam que a aplicação da primeira dose criou em algumas pessoas uma ilusão de que já estariam imunizadas. Isso não é verdade. Aliás, há quanto tempo se fala em duas doses? Quanto tempo é preciso ler, ouvir e ver para acreditar no que diz a ciência?

As vacinas que estão sendo aplicadas não garantem eficácia de 100% de imunização, mas praticamente eliminam as chances de uma pessoa com Covid-19 precisar de tratamento médico ou evoluir a formas mais graves da doença. O intervalo entre as doses é necessário para que o corpo consiga produzir mais anticorpos.

A vacina é muito preciosa para tamanha falta de cuidado. Enquanto milhões aguardam ansiosamente nas filas, quem tem direito não está usando deste benefício, deixando exposta a sua própria saúde, fragilizando a saúde coletiva e, na pior das hipóteses, sabotando a própria eficiência da vacina.

A vacina é a única medida comprovadamente eficaz até o momento no combate ao coronavírus, além das medidas de prevenção, como distanciamento social, uso de máscara e higienização constante das mãos.

É importante lembrar que o vírus não foi embora. Quem está na rua pode levar o vírus para dentro das casas, para perto desses idosos que estão perdendo dias, horas, segundos valiosos na busca pela imunização. Não se pode facilitar.

Por outro lado, cabe às autoridades de saúde encontrar essas pessoas e aplicar a segunda dose no maior grupo possível. Se as pessoas não procuram a segunda dose mesmo agendada, lamentavelmente é preciso correr atrás dessas pessoas. Quem gere a saúde pública precisa resolver esse tipo de situação.

Faça sua parte. Se você tem direito à primeira dose, vá se vacinar. Se tem direito à segunda, vá se vacinar. É preciso vacinar, não vacilar.

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